12:41 24 Maio 2017
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    Ciberataque atingiu mais de 200 mil usuários em 150 países

    Atribuir ataque cibernético mundial à Coreia do Norte é 'ridículo', diz embaixador

    Menahem Kahama/AFP
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    O embaixador norte-coreano na ONU negou que o país asiático possa ter qualquer envolvimento no ataque cibernético mundial que causou preocupação e problemas em vários países.

    Segundo Kim In-ryong, as acusações contra a Coreia do Norte após a difusão do vírus WannaCry teriam partido dos Estados Unidos, que costumam apontar o dedo para Pyongyang sempre que algo ruim acontece no mundo, de acordo com as palavras do embaixador.

    “Relacionar o ataque cibernético e liga-lo à Coreia do Norte é ridículo. Sempre que algo estranho acontece, é o jeito estereotipado dos Estados Unidos e as forças hostis que criam um discurso anti-Coreia do Norte, que acaba ligando isso ao país”, avaliou.

    O vírus WannaCry infectou mais de 300 mil computadores em pelo menos 150 países. Ele ameaça bloquear os arquivos de pessoas que não aceitem fazer pagamentos em até uma semana após a infecção.

    A ligação com a Coreia do Norte surgiu depois que as empresas Symantec e Kaspersky Lab descobriram que uma versão anterior do WannaCry havia aparecido em programas usados pelo grupo Lazarus, que por sua vez já foi no passado identificado como uma operação norte-coreana para esconder os seus hackers.

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    Tags:
    WannaCry, ciberataque, Symantec, Kaspersky Lab, Coreia do Norte
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