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    Tropas da Lituânia ao lado de outras forças de 11 países da OTAN, 2 de dezembro de 2016

    Opinião: EUA forçarão seus aliados europeus a gastar mais dinheiro na OTAN

    © REUTERS / Ints Kalnins
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    A Lituânia irá gastar mais em defesa do que os dois por cento do PIB que a OTAN exige, declarou o ministro da Defesa do país, Raimundas Karoblis.O especialista militar Vladimir Kozin expressou sua opinião em relação a essa questão preguntada pelo serviço russo da Rádio Sputnik, dizendo que a Lituânia entende que é impossível evitar os pagamentos.

    O ministro da Defesa da Lituânia, Raimundas Karoblis declarou, durante uma conferência online organizada pelo portal Delfi, que o país deve gastar mais do que dois por cento do PIB em defesa.

    "O limite de financiamento depende do nível de risco existente, mas penso que para nós o objetivo próximo deverá ser 2,2 por cento ou, se calhar, 2,4 por cento do PIB", disse Karoblis.

    No próximo ano, o orçamento de defesa da Lituânia será de 1,8 por cento do PIB, ou seja, 723 milhões de euros. Segundo dados do governo, este índice será de dois por cento em 2018.

    Mais cedo, o presidente dos EUA, Donald Trump declarou que é necessário apoiar a OTAN. No entanto, Trump afirmou, falando na base aérea MacDilll, na Flórida, que nem todos os membros da Aliança Atlântica contribuem suficientemente, em termos de apoio financeiro, para a organização.

    Trump apontou que muitos membros "nem estão perto" de cumprir suas obrigações, seguindo as normas da Aliança e gastando pelo menos dois por cento do seu PIB em defesa. Agora só cinco dos 27 países contribuem para o orçamento da OTAN — EUA, Grécia, Reino Unido, Estônia e Polônia.

    Segundo opina Vladimir Kozin, conselheiro principal do diretor do Instituto russo de Estudos Estratégicos e professor da Academia de Ciências Militares da Rússia, a Lituânia entende que terá de pagar mais.

    A Lituânia costuma dizer que, qualquer dia, as tropas russas irão invadir o território do país e em poucas horas o ocuparão todo.

    "São as elites políticas que estão interessadas em participar na Aliança, não o povo. O país tenciona aumentar suas despesas na área de defesa, mas, ao mesmo tempo, sua dívida é cada vez maior. Trump tenta orientar à sua maneira as despesas em defesa dos outros membros da OTAN. Já está marcada a data da próxima cúpula da Aliança em Bruxelas para maio deste ano e esta questão estará na agenda. Acho que senhor Trump obrigará à força aqueles países membros que não atinjam esse valor", frisou.

     Segundo ele, o presidente estadunidense planeja alcançar certos objetivos através da OTAN:

    "Primeiro, aumentar as despesas, segundo, reforçar a presença militar marítima não só nos mares Báltico e Negro, mas também no golfo Pérsico e Kuwait — a OTAN está criando lá um departamento. Isso acontecerá pela primeira vez, nunca houve nada parecido. Assim, os planos da Aliança Atlântica para as suas fronteiras — que abrangem todo o globo — na verdade, não mudam. Anteriormente as fronteiras eram claras — incluíram só os territórios dos países que são membros plenos da aliança, mas isso não existe agora — as fronteiras estão se alargando", concluiu.

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    Tags:
    defesa, despesas, contribuição, cúpula, aliados, membros, fronteiras, índice, PIB, OTAN, Ministério da Defesa, Donald Trump, Golfo Pérsico, Mar Báltico, Lituânia, mar Negro, Europa, EUA, Rússia
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