02:07 31 Maio 2020
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    Os Estados Unidos impuseram novas sanções ao Irã depois do país realizar um teste com um míssil de médio alcance. O analista internacional Galeb Moussa falou à Sputnik que Teerã toma as "precauções necessárias para defender-se em caso de uma agressão militar".

    O ex-docente do Seminário de Política Islâmica na Faculdade de Jornalismo da Universidade Nacional de La Plata (Argentina), Galeb Moussa, disse em entrevista à Sputnik que "faz muito tempo que os EUA e Israel estão buscando uma confrontação bélica contra o Irã". Segundo o especialista, "no período final da administração Obama" Washington percebeu "que não seria tão simples" e assinou o acordo nuclear, um movimento que "enfureceu Israel".

    Para Moussa, o governo dos EUA está "totalmente submetido" à pressão de Israel e "vai obedecer ao que este país disser". 

    No entanto, o especialista afirma que não acredita que aconteça "imediatamente um cenário bélico" em um futuro próximo, pois os EUA estarão mais focados ao que acontece dentro das suas fronteiras. Ele argumenta que por enquanto não haverá "nenhuma ação militar direta", mas "vai subir o tom das declarações".

    As sanções por conta dos testes de armas afetam empresas e indivíduos no Irã, China, Líbano e Emirados Árabes Unidos, que são identificados por Washington como parte do programa de mísseis balísticos da nação persa. Após o anúncio da medida, Donald Trump disse no Twitter que "o Irã está brincando com fogo" e que as autoridades persas "não apreciam o quão amável foi o presidente Barack Obama com eles".  

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    Tags:
    sanções, militar, confrontação, Israel, EUA, Irã
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