08:36 22 Setembro 2017
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    Edifício do Banco de VaticanoExtrção de de petróleo

    Bancários do Vaticano têm laços com setor de petróleo e gás

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    A organização ambiental Greenpeace revelou nesta terça-feira (19) ligações financeiras entre dois membros do Conselho do Banco do Vaticano e empresas do setor de combustíveis.

    Segundo os dados revelados da investigação Energydesk, conduzida pela organização não governamental, um alto funcionário do banco, Michael Hintze, é também executivo-chefe do fundo privado de investimento especulativo CQS Cayman, registrado nas ilhas de Cayman. O fundo tem participações de 8,3 milhões de dólares em empresas do setor energético.

    O estudo indica também que Hintze teve anteriores ligações com empresas relacionadas com o setor energético.

    Outro alto funcionário, Jean-Baptiste Douville de Franssu, presidente do Conselho do Banco de Vaticano, é também consultor em dois fundos que têm ações multimilionárias em empresas de petróleo e gás, segundo a investigação.

    "Um fundo, o Carmignac Gestion, tem ações no valor de $675,2m na empresa americana Anadarko Petroleum.  A empresa foi forçada a pagar $5,1bilhões para resolver uma caso relativamente a danos ambientais causados por uma das suas filiais em 2014. Carmignac Gestion também tem ações da Shell and Exxon," diz-se no texto da investigação.

    As notícias chegam no fundo das declarações do Papa Francisco relativamente à indústria de combustíveis fósseis (lembramos que ele é um convicto ambientalista).

    No verão passado (inverno no hemisfério sul) o líder da Igreja Católica e atual Chefe de Estado do Vaticano escreveu uma encíclica de 184 páginas sobre o que ele descreveu como um aviso alarmante de perigos que o nosso planeta enfrenta, chamou à redução urgente de emissões de carbono e apoiou o uso de recursos energéticos renováveis.

    Tags:
    setor energético, revelação, petróleo, Banco de Vaticano, Greenpeace, Vaticano
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