Arábia Saudita prepara guerra petrolífera contra Rússia no mercado asiático

© AP Photo / John MooreKhaled al Otaiby, funcionário da petrolífera saudita Aramco, acompanha os trabalhos no campo de al-Howta
Khaled al Otaiby, funcionário da petrolífera saudita Aramco, acompanha os trabalhos no campo de al-Howta - Sputnik Brasil
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Por três meses consecutivos, a Rússia foi o maior exportador de petróleo cru à China, ultrapassando a Arábia Saudita. Riad respondeu diminuindo o preço do seu petróleo exportado para a Ásia. Parece que o país está pronto para a guerra petrolífera contra a Rússia no mercado asiático.

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Em maio, a Rússia ultrapassou a Arábia Saudita quanto à venda de petróleo à China. Os dados foram divulgados nos finais de junho pela Reuters citando os serviços alfandegários. 

Em maio a China importou da Rússia 5.245 milhões de toneladas de petróleo cru, ou 1,24 milhões de barris diariamente, batendo o recorde anterior de abril de 1,17 milhões de barris.

Ao mesmo tempo as importações da Arábia Saudita atingiram 961.000 barris por dia em maio, frente a 1 milhão de barris em abril.

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Cabe mencionar que ambos os países, a Rússia e a Arábia Saudita, consideram a China como seu mercado prioritário. Mas as refinarias independentes chinesas, às vezes apelidadas de "teapots" (chaleiras, na tradução do inglês), preferem o petróleo russo, com baixo teor de enxofre, por razão da proximidade geográfica.

Enquanto isso, a China está fomentando a cooperação entre os "teapots" e a Rússia por via de tornar o processo de aprovação das importações mais rápido, além de emitir quotas para as refinarias independentes, informa o artigo no diário online americano American Thinker.

Para continuar a concorrer, a Arábia Saudita anunciou a diminuição de preços de petróleo para os seus clientes asiáticos e americanos.

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No momento, continua difícil dizer se a redução dos preços terá influência nos lucros da Arábia Saudita ou se estes continuarão caindo, escreve a publicação, sublinhando que o país árabe tenta aumentar a sua participação no mercado asiático competindo diretamente com a Rússia.

"Apesar disso, o reino, após a sua expansão petrolífera, respondeu produzindo e fornecendo mais, um passo que os comerciantes acham que pode pressionar os produtores rivais (tais como os Emirados Árabes Unidos e a Rússia) a baixarem os preços na Ásia”, escreveu o jornal Asharq Al-Awsat.

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