21:53 13 Outubro 2019
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    Presidente iraniano Hassan Rouhani faz discurso com retratos do Líder Supremo do Irã Ayatollah Ali Khamenei e do fundador da República Islâmica do Irã Ayatollah Ruhollah Khomeini ao fundo

    Assessor de Trump exigiu uma posição do líder iraniano morto há 27 anos

    © AFP 2019 / ATTA KENARE
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    Ao falar para a Fox News na semana, o ex-diretor da Agência de Inteligência da Defesa, o tenente-general Michael T. Flynn confundiu o aiatolá Ruhollah Khomeini, falecido em 1989, com o atual líder supremo do Irã, Ali Khamenei.

    Michael T. Flynn é assessor de Segurança Nacional do candidato do partido Republicano à presidência dos EUA, Donald Trump. O politólogo iraniano Emad Abshenas, em entrevista Rádio Sputnik, disse que as autoridades americanas costumam cometer gafes desse tipo.

    Em entrevista para Fox News, Flynn, uma pessoa com uma vasta experiência no setor de defesa e de segurança nacional, exigiu que Khomeini se posicionasse sobre o ataque em Nice, que ceifou 85 vidas. No momento da entrevista, ainda era quase um consenso geral de que os responsáveis pela tragédia seriam os radicais muçulmanos. Apesar do Flynn certamente saber a diferença entre os dois aiatolás, o seu deslise foi marcado de perto por usuários das redes sociais. 

    Abshenas observou que essa confusão faz parte de um quadro maior.

    "Esse é somente um de muitos casos, quando oficiais norte-americanos fazem declarações ridículas e ineptas", disse o iraniano.

    "Por exemplo, eles sempre confundem Irã e Iraque."

    Charge sobre recorrentes confusões geopolíticas e geográficas dos oficias da defesa norte-americana
    © Sputnik / Vitaly Podvitsky
    Charge sobre recorrentes confusões geopolíticas e geográficas dos oficias da defesa norte-americana

    O mesmo se aplica aos dois líderes supremos do Irã. "Os americanos continuam a se referir ao Ruhollah Khomeini, que morreu há mais de duas décadas, como ao líder supremo, quando quem governa hoje é o Ali Khamenei," completou ele.

    Além disso, Abshenas disse que Flynn não estaria em posição de exigir uma retratação do aiatolá Khamenei. O Irã, segundo o politólogo, está empreendendo um grande esforço no combate ao Daesh, inclusive em operações terrestres, na linha de frente. 

    "O Irã e seus aliados na Síria, no Iraque e em outros países estão empreendendo uma guerra sem precedentes para destruir esses terroristas. Enquanto isso, os EUA e seus aliados ajudaram e financiaram esse grupo", concluiu.

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    Tags:
    Michael T. Flynn, Donald Trump, Emad Abshenass, Irã, Iraque, EUA
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