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    Dezenas de milhares de manifestantes gritavam “Fora tropas americanas!” na quarta-feira (25) ao presidente americano Barack Obama que começou a sua visita ao Japão.

    Líderes do G7 chegam para a primeira sessão de trabalho da cúpula do G7 perto de Garmisch-Partenkirchen, Alemanha, 7 de junho de 2015
    © AFP 2020 / DANIEL KARMANN / POOL
    Como é sabido, o presidente dos EUA, que irá participar da cúpula do G7, pretende intensificar as relações militares com o país asiático.

    O protesto contra as bases americanas não é novo mas recentemente foi intensificado por causa do estupro e assassinato de uma mulher japonesa de 20 anos supostamente por um cidadão norte-americano, um soldado da base militar de Kadena, em Okinawa.

    O incidente fez lembrar outros casos de crimes perpetrados por soldados americanos no Japão, inclusive o estupro de uma jovem japonesa por dois fuzileiros navais, também em Okinawa.

    A onda de protestos contra a presença militar dos EUA começou uns dias após o presidente Obama retirar o embargo de armas que estava em vigor por cinco décadas contra o Vietnã e na véspera da visita muito discutida na mídia a Hiroshima, o local dos bombardeios atômicos que, em 1945, mataram de 130 a 250 mil pessoas.

    Discutindo o tema da presença militar no Japão e da visita de Obama, o jornalista Daniel Lazare disse:

    "Os EUA querem manter a sua base avançada de Okinawa. Os EUA estão ocupados em desmilitarizar o Pacífico Oeste tentando criar alianças em todos os países do litoral do Pacífico para criar a maior concentração de poderes contra a China. Claramente Okinawa é o principal elemento do processo".

    Além disso, o jornalista sublinhou que tal situação ameaça não só desestabilizar a China mas também os próprios países da costa do Pacífico.

    Mais:

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    Tags:
    Barack Obama, Ásia, Japão
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