18:17 22 Setembro 2018
Ouvir Rádio
    Cidade de Sansha na ilha de Yongxing, também conhecida como ilha de Woody, no Mar do Sul da China

    China tem novo parceiro frente à pressão dos EUA

    © AFP 2018 / STR
    Mundo
    URL curta
    10324

    Cabul apoiou Pequim em torno da questão do mar do Sul da China, informou a agência Associated Press, comentando a visita do atual premiê afegão Abdullah Abdullah à China.

    Assim, mais um país fora da região apoiou os apelos da China para resolver o problema por via de negociações bilaterais, informou a agência.

    Cabe mencionar que, em 12 de maio em Doha, os chefes de chancelarias de mais de 20 países do Oriente Médio, na reunião de ministros do Fórum de Cooperação China – Países Árabes também apoiaram os esforços chineses de soluções de disputas territoriais e marítimas por via do diálogo e negociações. Na altura, esta postura foi inscrita na declaração final de Doha e vários observadores a avaliaram como inesperada, tendo em conta a forte influência dos EUA no Oriente Médio.

    O Afeganistão, bem como países do Oriente árabe, apresentou pela primeira vez a tão alto nível a sua posição sobre a situação em torno da questão do mar do Sul da China. Nesta relação a mídia iraniana reagiu imediatamente.

    Segundo tudo leva a crer, para a diplomacia chinesa, a busca e formação de um amplo consenso de apoio à sua posição sobre este problema é agora um tema fulcral, além de uma espécie de resposta à criação por parte dos EUA de uma aliança contra a China devido a estas disputas marítimas.

    Abdullah Abdullah chegou a Pequim para buscar ajuda e os parceiros chineses conseguiram corresponder às esperanças de Cabul – atribuíram 550 milhões de yuans (quase 85 milhões de dólares), 500 dos quais em ajuda técnica e 50 – humanitária.

    Entre os documentos assinados em 17 de maio em Pequim está também o memorando de compreensão mútua da Iniciativa Cinturão e Rota.

    O especialista da Universidade de Pequim do Centro de Estudos de Estratégia Internacional Zhu Feng comentou a iniciativa à Sputnik:

    “O Afeganistão é vizinho da China. A realização do projeto Cinturão e Rota pode fortalecer o componente de infraestrutura de transporte e comunicação entre os dois países, por isso o Afeganistão não deve ser excluído do projeto”.

    Mesmo assim, o especialista notou que os problemas internos afegãos ligados com a segurança e a política podem minar a realização do projeto.

    “Se a situação na economia afegã não melhorar, também será difícil alcançar a estabilidade política”, sublinhou.

    De acordo com ele, o Afeganistão mostra a sua posição na esperança de a China o apoiar na restauração política e econômica.

    Além do Afeganistão, a China é apoiada na disputa territorial relativamente ao mar do Sul da China pelo Paquistão, Irã e países do Fórum de Cooperação China – Países Árabes.

    18 de maio marcará o último dia da visita de Abdullah Abdullah à China, durante a qual ele deverá se deslocar à cidade de Urumqi, localizada na região autônoma de Xinjiang. Os visitantes estrangeiros raramente são convidados para o local e a ida ao líder afegão deve servir de sinal para o Afeganistão e o resto do mundo de que os esforços da China para eliminar os ataques de separatistas e terroristas de Xinjiang já dão os seus frutos.

    Vários países, incluindo a China, o Japão, o Vietnã e as Filipinas, estão em desacordo sobre as fronteiras marítimas e as zonas de influência no mar do Sul da China e mar da China Oriental. A China afirma que alguns destes países, como as Filipinas e o Vietnã, aproveitando o apoio dos EUA, escalam a tensão na região. Em janeiro de 2013, as Filipinas contestaram unilateralmente as reclamações da China relativamente a uma série de territórios no mar da China do Sul no Tribunal Internacional de Direito do Mar, mas Pequim se recusou oficialmente a abordar essas questões no âmbito jurídico internacional.

    Tags:
    disputa marítima, disputa territorial, Mar do Sul da China, Afeganistão, EUA, China
    Padrões da comunidadeDiscussão
    Comentar no FacebookComentar na Sputnik