12:13 20 Junho 2018
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    Ministro das Relações Exteriores russo Sergei Lavrov e o Secretário de Estado norte-americano John Kerry na reunião bilateral nas margens da reunião dos ministros da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa, Belgrado, Sérvia, 3 de dezembro de 2015

    Departamento de Estado: se quiséssemos enfraquecer a Rússia apoiaríamos sua política atual

    © AFP 2018 / JONATHAN ERNST / POOL
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    Washington nunca teve uma política antirrussa, porque os EUA estão interessados numa Rússia forte e democrática, disse o assessor do secretário de Estado norte-americano e chefe do departamento para os assuntos da democracia e direitos humanos, Tom Malinowski.

    “Se a Rússia se tornar um país forte e democrático, osso será do interesse da própria Rússia e do interesse dos EUA. Não espero que a Rússia concorde com os EUA em todos os assuntos. Espero que, em algumas áreas, ainda entremos em competição, o que é normal. Mas seria melhor para os dois países se conseguíssemos trabalhar em conjunto para garantir a segurança e a prosperidade global“, disse Malinowski em entrevista ao jornal russo Moskovsky Komsomolets.

    Segundo ele, “as confusões internas” que no passado “tantas vezes enfraqueceram a Rússia e, como receamos, a possam enfraquecer hoje de novo”, somente criam problemas, “problemas para a própria Rússia, bem como para os EUA e para todo o mundo”.

    “Os EUA nunca praticaram uma política antirrussa. Sempre protegeremos os direitos humanos na Rússia. Entretanto, mesmo neste período difícil para as nossas relações, tentamos trabalhar em conjunto em  tais áreas onde é possível, trabalhar em conjunto para o bem de ambos os nossos países…Para dizer a verdade, se quiséssemos que a Rússia enfraquecesse, que perdesse a sua influência e respeito, estimulá-la-íamos a continuar a política que hoje o Kremlin está realizando”, disse Malinowski.

    Segundo o assessor do secretário de Estado norte-americano, há um consenso internacional que algumas ações da Rússia representam uma ameaça à atual ordem mundial. Como exemplo, indicou as ações da Rússia em relação ao conflito na Ucrânia, chamando-as de “intervenção militar”.

    “Isso não é somente a posição dos EUA. Esta atitude foi confirmada pela resolução da Assembleia Geral da ONU que condena a ocupação e a tentativa de anexação da Crimeia”, sublinhou Malinowski.

    Há que lembrar que, no início deste mês, o embaixador norte-americano na Rússia, John Tefft, afirmou os EUA não continuarão pressionando a Rússia para que devolva a Crimeia à Ucrânia.

    A Crimeia tornou-se de novo uma região russa depois de um referendo realizado ali em março de 2014, no qual a maioria dos habitantes da península votou a favor da reintegração na Rússia. As autoridades da Crimeia realizaram o referendo depois do golpe de Estado na Ucrânia de fevereiro de 2014, quando políticos solidários com as forças nacionalistas e russófobas chegaram ao poder. A Ucrânia ainda considera a Crimeia parte do seu território. O Ministério das Relações Exteriores russo declarou repetidamente que os habitantes da Crimeia votaram pela reintegração com a Rússia, o que plenamente corresponde ao direito internacional e à Carta da ONU e que a Rússia respeita esta escolha. Esta decisão é a realidade que deve ser tida em conta.

    Tags:
    sanções, relações, política, Departamento de Estado dos EUA, EUA, Rússia
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