EUA: Sanções antirrussas permanecerão até a ‘devolução da Crimeia’ à Ucrânia

© Sputnik / Vasily Batanov / Abrir o banco de imagensCidade de Sevastopol na Crimeia
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O Departamento de Estado dos EUA, na véspera do segundo aniversário da adesão da Crimeia à Rússia, publicou uma declaração na qual prometeu que as sanções antirrussas estarão em vigor até que a península “seja devolvida à Ucrânia”.

“Não iremos aceitar uma revisão de fronteiras com uso de força no século XXI. As sanções relacionadas com a Crimeia permanecerão em vigor enquanto a ocupação continuar. Nós apelamos de novo à Rússia a acabar com a ocupação e devolver a Crimeia à Ucrânia”, manifestou o representante do Departamento de Estado, John Kirby.

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Ao mesmo tempo, Kirby denunciou de novo as alegadas “repressões” que, segundo ele, estão em curso contra os tártaros e ucranianos da Crimeia. Ele declarou que as ONGs estão sendo “empurradas” para fora da Crimeia e que não é permitido aos observadores internacionais entrarem na península. 

Porém, os próprios representantes das comunidades contam que se sentem mais seguros agora de que nunca. Nomeadamente, o presidente do movimento tártaro da Crimeia K’yrym (Crimeia, na língua tártara), Remzi Ilyasov, sublinhou que a única ameaça que a sua minoria sente são os artigos provocatórios e apelos do exterior, que visam criar discórdia entre os tártaros da Crimeia e pô-los contra os outros habitantes da Crimeia. 

Em fevereiro de 2014 um golpe de Estado em Kiev levou novas forças ao poder na Ucrânia. As novas autoridades adotaram uma política de caráter nacionalista e totalmente voltada para o Ocidente, ameaçando restringir uma série de direitos e liberdades das populações de origem russa do país. 

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Preocupados com as consequências desta nova ordem, os habitantes da Crimeia, russos em sua grande maioria, optaram por se separar da Ucrânia através de um referendo realizado em março de 2014. Mais de 96% dos habitantes da península apoiaram a sua reintegração com a Rússia. O Ocidente chamou a votação de "anexação". Moscou declarou que o referendo foi realizado em plena conformidade com o direito internacional.

O governo da Ucrânia continua considerando a Crimeia como um território nacional temporariamente ocupado por forças estrangeiras. A autodeterminação da população da península tampouco foi reconhecida pelos países ocidentais, muitos dos quais adotaram sanções contra a Rússia.

As autoridades russas já declararam em diversas ocasiões que qualquer discussão sobre o novo estatuto da Crimeia está totalmente fora de questão.

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