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    Mesquita que está reconstruida na cidade de Homs, Síria, 26 de janeiro de 2016

    Romper o círculo vicioso: Batalha na Síria continua contra ódio e vingança

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    Campanha militar antiterrorista na Síria (132)
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    A luta na Síria continua e não somente em campo de batalha.

    A cidade de Homs é um dos símbolos do conflito atual. “Capital da revolução” anti-Assad em 2011, foi de fato sediada até 2014, quando, em maio, as forças governamentais conseguiram retomar o controle da cidade e expulsar os terroristas do Daesh (grupo terrorista também conhecido como “Estado Islâmico”). Hoje em dia, Homs vive um processo de restauração e reconciliação.

    Um bombardeiro estratégico Tu-22, da Força Aeroespacial da Rússia, durante a operação na Síria
    © Sputnik / Ministério da Defesa da Federação da Rússia
    Homs é a maior cidade da Síria e possui uma estrutura demográfica muito diversa. Agora está se realizando um diálogo que envolve líderes religiosos e representantes de várias confissões, para que seja possível prevenir atritos interconfessionais.

    Um dos membros do Comitê pela Reconciliação em Homs que funciona na cidade desde 2011, Muhsin El Hidir, contou os detalhes do processo para prevenir confrontos interconfessionais em Homs. Segundo ele, este processo tem por objetivo estabelecer laços sólidos entre todas as camadas da sociedade. El Hidir afirmou que a cidade de Homs se tornou um alvo da influência exterior que provoca tensões interconfessionais.

    • Edifício destruído na cidade de Homs, Síria, 26 de janeiro de 2016
      Edifício destruído na cidade de Homs, Síria, 26 de janeiro de 2016
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    • Loja de frutas e legumes em uma das ruas da cidade de Homs, Síria, 26 de janeiro de 2016
      Loja de frutas e legumes em uma das ruas da cidade de Homs, Síria, 26 de janeiro de 2016
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    • Habitantes de Homs passeiam por uma das ruas principais da cidade, Síria, 26 de janeiro de 2016
      Habitantes de Homs passeiam por uma das ruas principais da cidade, Síria, 26 de janeiro de 2016
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    Edifício destruído na cidade de Homs, Síria, 26 de janeiro de 2016

    “Esforçamo-nos para organizar coexistência pacífica de todas as confissões e correntes religiosas no nosso território”, afirmou.

    El Hidir afirmou que para ele o problema é bastante pessoal. Já foram mortas muitas pessoas inocentes, inclusive mulheres e crianças.

    “Precisamos de abandonar as armas e iniciar o diálogo de paz. Meu filho também foi morto. Entretanto, não posso, não tenho direito de ceder aos sentidos de ódio e vingança e continuar o círculo vicioso”, disse o membro do comitê.

    Na opinião de El Hidir, condenar pessoas pela sua confissão significa envolver-se nos assuntos do Alá, enquanto as portas do paraíso estão abertas para todos os justos não obstante qual religião confessa.

    Um exemplo de tais atividades são os almoços conjuntos organizados pelos órgãos civis locais. Qualquer habitante da cidade, qual que seja a sua religião, pode participar destes almoços.

    Há que notar que Homs é a cidade irmã de Belo Horizonte. 

    Tema:
    Campanha militar antiterrorista na Síria (132)
    Tags:
    reconciliação, luta, paz, segurança, Homs, Síria
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