11:35 17 Setembro 2019
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    Duas pessoas acusadas de militar nas fileiras do Daesh foram apresentadas à mídia em 20 de janeiro pela polícia da cidade de Jalalabad, na província afegã de Nangarhar

    Presidente do Afeganistão quer 'enterrar o Daesh'

    © AFP 2019 / NOORULLAH SHIRZADA
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    Afeganistão entre OTAN e Talibã (109)
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    O presidente do Afeganistão, Ashraf Ghani Ahmadzai, declarou que o grupo terrorista Daesh (também conhecido como Estado Islâmico) será derrotado em breve no seu país.

    Em uma entrevista concedida à emissora britânica BBC, o mandatário afegão disse que o Daesh "enfrentou as pessoas erradas", referindo-se às tentativas dos jihadistas de se estabelecerem no Afeganistão.

    "O Estado Islâmico não é um fenômeno afegão", ressaltou Ghani Ahmadzai, indicando a necessidade de intensificar a luta.

    "Isso poderá ser o ponto de não retorno para o Daesh; vamos enterrar o Daesh", frisou o presidente.

    As informações sobre a passagem de militantes e a instalação de bases secretas do Daesh no Afeganistão começaram a surgir em meados de 2015, menos de um ano após a proclamação, em Raqqa (Síria), do "califado mundial" pelo líder do Daesh (então mundialmente conhecido como "Estado Islâmico do Iraque e do Levante", ou nas siglas ISIL, em inglês, e EI, em português). Em uma sessão da Estrutura Antiterrorista da Organização para Cooperação de Xangai (SCO), a parte russa apresentou dados da inteligência que apontavam para um certo crescimento, no Norte do Afeganistão, de elementos radicais que não eram partidários do Talibã.

    Ashraf Ghani Ahmadzai durante cúpula da SCO em Ufá
    Agência fotográfica
    Ashraf Ghani Ahmadzai durante cúpula da SCO em Ufá

    Talibã

    O Talibã é um grupo terrorista que atua no Afeganistão e no Paquistão. O governo do Afeganistão tem assumido o compromisso de combatê-lo e, em meados do ano passado, fez uma tentativa de pacificar a situação através de negociações — inclusive com a participação da China.

    Em outubro, o Talibã ocupou a cidade estratégica de Kunduz. Logo depois, as forças da OTAN assestaram um golpe aéreo contra um hospital da organização internacional Médicos Sem Fronteiras (MSF) situado nessa cidade; o comando militar informou que havia relatos sobre a presença de militantes no interior do local. Assim, o confronto entre o Talibã e as forças militares estrangeiras voltaram a ser uma manchete mundial.

    Na entrevista à BBC, Ghani destacou que o conflito pode se agravar caso as negociações não sejam retomadas até o mês de abril.

    "O tempo não espera. Todos compreendemos que os meses de fevereiro e março são muito importantes", frisou o presidente.

    Três províncias e 'jogos terroristas'

    O representante da ONU no Afeganistão, Nicholas Haysom, disse à agência de notícias russa RIA Novosti que há três províncias no Afeganistão onde o Talibã e o Daesh lutam entre si.

    O Daesh atuava inicialmente em certas áreas da Síria e do Iraque. Depois, vários grupos terroristas de tendência islamista em outros países, como o Boko Haram, na Nigéria, juraram fidelidade ao Daesh.

    Em 30 de setembro de 2015, as autoridades da Federação da Rússia enviaram o primeiro lote de aviões militares para responder a um pedido do governo sírio e começar a prestar ajuda aérea no combate ao Daesh nesse país.

    Tema:
    Afeganistão entre OTAN e Talibã (109)
    Tags:
    terrorismo, Daesh, Talibã, BBC, Ashraf Ghani, Afeganistão
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