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    Banderia da Turquia vista durante protestos em Antália. 15 de novembro, 2015.

    Moscou pede a Ancara para resolver divergências com os curdos pelo diálogo

    © AP Photo / Emrah Gurel
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    O Ministério das Relações Exteriores da Rússia pediu a Ancara nesta quarta-feira (30) para que resolva suas divergências com os curdos usando o diálogo, evitando portanto o uso da força.

    “Estamos preocupados com a escalada da violência no sudeste da Turquia, causada pela operação militar em curso das autoridades turcas nas províncias curdas. Grupos de direitos humanos relatam numerosas vítimas civis, incluindo mulheres e crianças”, destacou a chancelaria russa em comunicado.

    Moscou afirmou que a solução para a questão encontra-se na arena política e que o uso da força em conflitos internos só leva a novas vítimas e a uma escalada de tensões com consequências imprevisíveis.

    Segundo o comunicado, o ministério russo observou toques de recolher ativos e proibição de transporte, bem como as recusas de acesso para jornalistas, políticos e grupos humanitários, citando várias estimativas que dizem que mais de 100 mil pessoas fugiram da região.

    Moscou apelou ao reatamento do processo de paz suspenso em julho em meio a uma onda de ataques mortais reivindicadas pelo Daesh (também conhecido como Estado Islâmico) e pelo insurgente Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK). Ancara intensificou uma campanha militar os curdos durante o verão na sequência dos atentados.

    As relações tensas da minoria curda com a Turquia se deterioraram ainda mais depois que funcionários do governo classificaram um alto funcionário do partido pró-curdos como um traidor por visitar Moscou na semana passada e falar com o chanceler russo, Sergei Lavrov.

    A Human Rights Watch, na sequência de relatórios de grupos de direitos locais dando conta de mais de 100 civis mortos entre os curdos, pediu ao governo turco na semana passada para acabar com o uso “abusivo e desproporcional” da força contra a minoria.

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    Tags:
    grupos humanitários, toque de recolher, campanha militar, civis, mortes, direitos humanos, curdos, meios políticos, diálogo, divergências, Human Rights Watch, Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), Estado Islâmico, Daesh, Sergei Lavrov, Ancara, Turquia, Rússia, Moscou, Curdistão iraquiano
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