01:17 23 Agosto 2017
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    'Alargamento da OTAN não corresponde às necessidades de segurança europeia'

    © AFP 2017/ GEORGES GOBET
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    Finalmente a OTAN começou a reagir aos desafios à segurança da aliança, disse o representante da Rússia na OTAN, Aleksandr Grushko, durante a videoconferência organizada pela agência noticiosa Rossiya Segodnya.

    Antes na reunião dos chanceleres da OTAN foram discutidos o terrorismo e outras ameaças para os extremos meridionais da aliança.

    “O mais importante é que no final das contas a OTAN começou a enfrentar os desafios e as ameaças reais. Em primeiro lugar, a ameaça para o chamado ‘ventre meridional’ da OTAN”, disse o diplomata russo.

    Um membro do movimento pacifista com a bandeira No OTAN
    © AP Photo/ Alvaro Barrientos
    Na reunião também foi adotada uma estratégia contra ataques híbridos, segundo a qual, a OTAN pode aplicar o 5o artigo do Tratado do Atlântico Norte para responder a ataques híbridos contra a aliança.

    Grushko afirmou que a OTAN foi a primeira a realizar operações híbridas.

    “Com efeito, sabemos muito bem que os países da OTAN foram os primeiros a realizar operações híbridas. Um exemplo disso foram os bombardeamentos da Iugoslávia em 1999, acompanhados por uma grande pressão propagandista, demonização do país, pressão econômica, ameaça de sanções econômicas e políticas”.

    Ao mesmo tempo, Grushko destacou que a estratégia da OTAN prevê que os próprios países devem tomar a iniciativa na luta contra ataques híbridos.

    Comentando a adesão de Montenegro à OTAN, Grushko disse que o país põe em risco as suas relações com a Rússia.

    “Devemos perceber que Montenegro se junta a uma organização que hoje declara a sua política oficial de contenção da Rússia. Assim, Montenegro abdica do potencial de relações de boa vizinhança com o nosso país <…>”, disse Grushko. “Isto é pura geopolítica, não há nada ligado às necessidades reais de segurança”.

    Há que lembrar que, em 2 de Dezembro, a OTAN convidou Montenegro a começar negociações para aderir à organização mas, segundo as sondagens, menos de metade da população é a favor da adesão à aliança.

    Grushko afirmou que isso é mais uma prova de que “o alargamento da OTAN é somente um projeto geopolítico” e é “uma tentativa de impor à Rússia e a toda a Europa uma agenda que não deve existir”.

    Tags:
    relações, adesão, geopolítica, OTAN, Aleksandr Grushko, Montenegro
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