02:38 27 Fevereiro 2020
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    A 21ª Conferência do Clima das Nações Unidas (COP-21) entra neste sábado, 5, em sua mais importante fase, com a apresentação do rascunho do acordo que será negociado nos últimos sete dias por ministros de 196 países.

    Nesta sexta, 4, depois de 48 horas de esforço concentrado, uma prévia do documento apontou avanços, um sintoma de que um entendimento está mais próximo. Ainda assim, "a conta não fecha", advertiu o presidente da COP-21, Laurent Fabius.

    A apresentação do rascunho do acordo, programado para o final da manhã deste sábado, significa o fim dos trabalhos do Grupo de Trabalho Ad Hoc (ADP), formado por representações diplomáticas de todos os países para traçar as linhas gerais de um acordo "legalmente vinculante" que se tornará o principal instrumento da luta contra o aquecimento global a partir de 2020.

    A partir de então, o governo da França, país-sede, assume o papel de mediador das negociações, enquanto ministros de Estado que representam as nações na conferência-quadro das Nações Unidas entram em cena com um papel mais ativo. Na prática, significa que o ministro das Relações Exteriores da França, Laurent Fabius, também presidente da COP-21, passa a ter a responsabilidade de conduzir o texto, que será então debatido por executivos com um poder de decisão maior. 

    Nesta sexta, após um esforço concentrado de 48 horas — houve mobilização de negociadores até a madrugada de quinta e de sexta-feira —, um rascunho com 38 páginas foi apresentado. Segundo o jornal Le Monde, os pontos de divergências maiores cairam de mais de 200 para cerca de 100.

    O otimismo, entretanto, se encerra aí. "A conta ainda não fecha" disse Fabius, pedindo celeridade. "Espero que o espírito de compromisso prevaleça e que o texto que será apresentado amanhã seja o mais finalizado possível."

    Tags:
    clima global, clima, meio ambiente, COP 21, Laurent Fabius, Paris
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