22:55 19 Agosto 2019
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    BRICS treinam com AIIB antes de lançar seu próprio banco

    © AFP 2019 / GREG BAKER
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    Três países dos BRICS do continente eurasiático são também os três maiores acionistas do Banco Asiático de Investimento em Infraestrutura (AIIB, na sigla em inglês), iniciativa com que a China blinda ainda mais o seu poderio econômico internacional.

    Nesta segunda-feira, representantes de 50 países-cofundadores do AIIB assinaram, em Pequim, o acordo sobre a criação do banco, dando início formal à sua atividade.

    A Rússia é a terceiro maior país cofundador, com 65.362 ações e 5,92% dos votos. Os primeiros são a própria China (20,06% dos votos) e a Índia (7,5% dos votos).
    O quarto lugar nesta lista é ocupado pela Alemanha e o quinto, pela Coreia do Sul.

    Notas bancárias de 5 mil rublos
    © Sputnik / Vladimir Trefilov
    O alto envolvimento russo no novo banco significa mais possibilidades para a Rússia, que poderá enviar especialistas para trabalharem no banco e atrair créditos e investimentos. Por exemplo, a estrada de alta velocidade Moscou-Kazan e o corredor de transportes Europa-China Ocidental receberão subsídios do AIIB, com capital total de 100 bilhões de dólares.

    Os especialistas contatados pela Sputnik destacam que os três maiores acionistas do novo banco são todos membros dos BRICS e também da Organização de Cooperação de Xangai (SCO, na sigla em inglês; a Índia ainda não é parte desse bloco, mas será a partir da semana que vem), o que implica mais poder para a China.

    Para o economista Sergei Khestanov, o AIIB é uma "pequena alternativa ao Banco Mundial para a região asiática". Porém, a participação de países como a Austrália, Alemanha, França, Reino Unido etc., — 57 países em total — demonstra uma abrangência maior. Até há entre os acionistas países que fazem parte de grupos como o G7 e outros tradicionais parceiros dos EUA.

    Os próprios EUA e o Japão estão entre os ausentes. Para Fang Mingtai, da Academia das Ciências da China, esta ausência é devida à "assimetria informativa" desses países, que os impediu de ver a envergadura real do projeto.

    Segundo o cientista, as acusações de falta de transparência no AIIB são "ridículas", já que o banco só começa a funcionar e madurará com o tempo.

    Tags:
    economia, Banco Asiático de Investimento em Infraestrutura (AIIB), BRICS, Índia, China, Rússia
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