Rússia adere ao AIIB para fomentar economia interna e mundial

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A Rússia aderiu oficialmente nesta terça-feira (14) ao Banco Asiático em Investimentos de Infraestrutura (AIIB, na sigla em inglês). A instituição, com capital inicial de 50 bilhões de dólares, terá a sua sede em Pequim e deverá começar a funcionar já neste ano.

O capital social do AIIB será de 100 bilhões de dólares, montante igual ao do Arranjo Contingente de Reservas, criado no seio do grupo informal BRICS e que também está a ser ratificado pela Rússia.

O banco chinês já atraiu 52 Estados, 46 deles já se tornaram cofundadores da instituição.

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Os EUA ficaram esperadamente ausentes da iniciativa, preocupados mais por assuntos políticos do que pela necessidade econômica mundial.

De acordo com o ministro das Finanças russo, Anton Siluanov, o novo banco cria possibilidades adicionais para o desenvolvimento da economia russa:

"O nosso país é bastante grande. Portanto, nós precisamos de novas vias, pontes, vias férreas <…> Todos estes projetos de infraestrutura podem ser interessantes para o negócio. Serão investimentos bons, sustentáveis, mesmo se de longo prazo".

Já Feng Shaolei, diretor do Instituto da Pesquisa Internacional, opina que a participação no novo banco irá atrair financiamento para o Extremo Oriente russo e também irá ser favorável para o próprio banco:

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"[A adesão da Rússia ao AIIB] não só reforça a confiança mútua entre os dois países, senão também amplia o horizonte da sua parceria graças à participação de outros países. A cooperação com o AIIB de um país tão competente como a Rússia será favorável para o êxito das suas atividades, estimular a cooperação estratégica em toda a região da Ásia do Pacífico".

O AIIB é mais uma instituição financeira alternativa ao Fundo Monetário Internacional (FMI) e Banco Mundial. Já a criação do novo Banco de Desenvolvimento e do Arranjo Contingente dos BRICS também está em curso. A China se reserva o maior investimento também nestas instituições, com 41 bilhões de dólares. Contudo, analistas russos e brasileiros (países que investirão 18 bilhões de dólares cada um) afirmam que é uma possibilidade inédita de fomentar as economias nacionais, reforçando a cooperação ao nível internacional para solidificação formal do bloco, dentro do qual poderá ser aceito sistema de pagamento em moeda local.

Na quinta-feira (15), será divulgada a lista completa dos cofundadores do novo banco internacional liderado pela China.

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