04:25 19 Fevereiro 2018
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    Mapa do Iêmen em uma sala destinada às negociações na sede da ONU em Genebra, em 15 de junho

    Trégua inalcançável no Oriente Médio: partes não querem nem falar entre si

    © AFP 2018/ FABRICE COFFRINI
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    Mesmo durante a conferência em Genebra, a trégua não chega ao Iêmen.

    Nesta terça-feira, uma delegação dos rebeldes houthis deve chegar à Suíça para participar das negociações sobre a paz, convocadas pela ONU em Genebra. Além deles, outros grupos de oposição iemenita irão participar do diálogo.

    No entanto, os bombardeios da coalizão árabe não cessam apesar dos apelos à paz da ONU. Além disso, as partes nem mostram sinais de vontade de dialogar.

    "Falando simplesmente, tem duas salas e um moderador especial irá se deslocar entre elas", informou uma fonte no Estado-Maior general das Nações Unidas em Genebra.

    As negociações começaram com um atraso de mais de uma semana, devido à hesitação tanto do governo iemenita no exílio, de Abd Rabbo Mansour Hadi, como das frações da oposição, inclusive o movimento Ansar Allah (houthis), o Congresso Geral dos Povos (GPC, na sigla em inglês), do ex-presidente iemenita, Ali Abdullah Saleh, e outras.

    Vários observadores comentam que as negociações com moderação internacional não contribuirão muito para a pacificação do conflito no Iêmen, pois trata-se de interferência externa. E o conflito já conta com uma intervenção externa, visto que o país é bombardeado por uma coalizão internacional liderada pela Arábia Saudita e com o apoio dos Estados Unidos.

    Apoiantes dos rebeldes houthis mostram modelos de mísseis durante uma manifestação na capital do Iêmen.
    © AFP 2018/ MOHAMMED HOWAIS
    Apoiantes dos rebeldes houthis mostram modelos de mísseis durante uma manifestação na capital do Iêmen.

    A opção mais relevante seria a mais drástica (para as partes): cessar os combates por um período e sentar-se à mesa do diálogo nacional. Talvez fosse é o que deveria fazer a Arábia Saudita, em vez de lançar campanha militar a pedido do presidente exiliado contra o próprio país dele.

    Mas como fazê-lo se as partes se recusam a falar cara a cara e se os países já envolvidos nas ações militares no Iêmen não querem deixar de combater?

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    Tags:
    conflito, ONU, Suíça, Iêmen, Arábia Saudita
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