08:32 21 Agosto 2019
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    General John Campbell abre a bandeira da missão Resolute Support, da OTAN, em dezembro de 2014, marcando o fim da operação do ISAF.

    Afeganistão fica com militares dos EUA e da OTAN

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    Afeganistão entre OTAN e Talibã (109)
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    Durante a cúpula em Antalya, os chanceleres dos países-membros da OTAN resolveram prorrogar a sua presença militar no Afeganistão por um prazo indefinido.

    A respetiva declaração foi feita na quarta-feira (12) pelo secretário-geral da Aliança Atlântica, Jens Stoltenberg, que declarou que o organismo "mantém compromisso com o Afeganistão":

    "Hoje, nós tomamos uma decisão importantíssima que demonstra que mantemos o nosso compromisso com o Afeganistão. Nós concordamos em manter a nossa presença no Afeganistão, mesmo depois do fim da nossa missão atual, Resolute Support [Suporte Firme, do inglês]".

    A missão Resolute Support é comandada pelo general norte-americano John Campbell.

    O secretário da Defesa dos EUA, Ashton Carter (esquerda) conversa com o general John Campbell, chefe da missão Resolute Support (direita) no aeroporto de Cabul em fevereiro de 2015.
    © AFP 2019 / JONATHAN ERNST
    O secretário da Defesa dos EUA, Ashton Carter (esquerda) conversa com o general John Campbell, chefe da missão Resolute Support (direita) no aeroporto de Cabul em fevereiro de 2015.

    Esta decisão significa que o Afeganistão, país assolado por conflitos armados prolongados e atentados terroristas, permanecerá nas mãos de organismos militares estrangeiros.

    Para abrandar a sua declaração, Stoltenberg acrescentou que a "presença" da OTAN contaria com a participação de civis:

    "A nossa presença futura será liderada por civis. Terá a pegada ligeira. Mas terá um componente militar".

    O chefe da aliança esclareceu que as tropas atlânticas no país irão treinar e aconselhar as instituições afegãs de segurança. O objetivo é supostamente ajudar o Afeganistão a "se tornar mais autossuficiente" e "construir [o sistema de segurança nacional] sobre a base que conseguimos construir, como parte do esforço internacional mais amplo".

    Anteriormente neste ano, o presidente afegão, Ashraf Ghani, tinha destacado a importância da presença militar norte-americana no país como "essencial para o seu futuro". Depois disso, os EUA suspenderam o processo de retirada das suas tropas do país.

    Conforme uma declaração do presidente estadunidense, Barack Obama, até finais de 2017 no Afeganistão não deveriam estar mais nenhumas tropas norte-americanas. Em finais de 2016, ano da saída de Obama do cargo presidencial, estava previsto que só 1 mil soldados estadunidenses permaneçam no país. Agora, o próximo presidente dos EUA terá que lidar com maior herança militar.

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    Afeganistão entre OTAN e Talibã (109)

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    OTAN, Jens Stoltenberg, Afeganistão, EUA
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