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    O primeiro-ministro da Ucrânia Arseny Yatsenyuk chega para a reunião do Conselho de Segurança em Kiev 4 de novembro de 2014

    Kiev mobiliza forças de segurança em meio a manifestações pela renúncia de Yatsenyuk

    © REUTERS/ Valentyn Ogirenko
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    Mais de 2.500 policiais e militares da Guarda Nacional Ucraniana foram mobilizados nesta terça-feira (7) para proteger os edifícios governamentais no centro de Kiev, onde cerca de 700 manifestantes se reuniram em frente ao Parlamento para exigir a renúncia do primeiro-ministro Arseny Yatsenyuk.

    Ainda segundo os números fornecidos pelos serviços de segurança locais, os manifestantes são membros do partido Svoboda e do Setor de Direita, ambos da extrema-direita ultranacionalista ucraniana. Eles montaram cerca de 20 barracas no local, uma delas sinalizada como "Comissão de inquérito temporária contra o governo corrupto".

    A maior parte dos protestos é motivada por uma recente resolução governamental que aumenta drasticamente as tarifas de fornecimento de energia e de serviços de utilidade pública para a população. O aumento se deve às condições impostas pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) para a prestação de assistência financeira ao país. Assim, de acordo com a mídia local, as tarifas de gás devem subir 285%, com um custo mínimo de 3.600 grívnias (153 dólares) por cada mil metros cúbicos; as de calefação devem aumentar em 73%; as de água quente, entre 55 e 57%; e as tarifas de eletricidade vão ficar 3,5 vezes mais altas entre 1º de abril deste ano e 1º de março de 2017.

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    Tags:
    manifestações, protestos, Svoboda, Setor de Direita, Arseny Yatsenyuk, Kiev, Ucrânia
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