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    Destruições perto do aeroporto de Sanaa no Iêmen após golpes aéreos, 26 de março 2015

    Operação militar no Iêmen: 65 civis mortos em golpes aéreos contra Sanaa

    © REUTERS/ Khaled Abdullah
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    Durante a noite, a Força Aérea saudita atacou o aeroporto da capital iemenita Sanaa e vários alvos militares da operação contra o grupo xiita rebelde Houthi.

    Segundo os últimos dados, nos bairros residenciais próximos ao aeroporto de Sanaa morreram 65 pessoas, inclusive crianças e mulheres, segundo um funcionário local. O número de vítimas possivelmente irá crescer porque a Força Aérea saudita e dos aliados recomeçou os ataques aéreos.  

    O embaixador da Arábia Saudita, Adel A. al-Jubeir, anunciou na noite desta quarta-feira o início da operação militar por parte do seu país no Iêmen. A operação foi iniciada com ataques aéreos, mas também envolveria manobras terrestres. Segundo o canal televisivo Al-Arabiya, a Arábia Saudita planeja envolver 100 aviões militares e 150 mil soldados na operação. 

    Arábia Saudita, Emirados Árabes, Bahrein, Catar e Kuwait emitiram um comunicado conjunto, afirmando “estarem decididos a repelir as milícias houthis, a Al-Qaeda e Estado Islâmico do país”.

    Os países do Golfo Pérsico anunciaram estar combatendo as “maiores ameaças” à estabilidade na região com o intuito de repelir a “agressão houthi” no Iêmen. O diplomata saudita revelou que o seu país coordenou a operação com os EUA, que seguirá dando suporte, segundo informação divulgada pela Reuters.

    O Egito manifestou prontidão para amparar a coalizão dos países do golfo através do uso de sua força aérea, marinha e exército em todas as operações. O páis já enviou quatro navios militares ao litoral do Iêmen no golfo de Aden. A Força Aérea do Sudão, por seu turno, juntou-se à coalizão.

    O canal de TV Al-Arabiya informa que a Força Aérea saudita destruiu a base aérea controlada pelos houthis em Sanaa e vários arsenais. Além disso, os aviões destruíram a maioria dos sistemas de defesa antiaérea dos rebeldes.

    Também se tornou público que as forças leais ao governo do Iêmen retomaram controle do aeroporto na cidade de Aden que nesta quarta-feira (25) tinha sido tomado pelos Houthis, manifesta a agência France-Presse.

    Na manhã desta quinta-feira (26) o representante do presidente iemenita Abd Rabbo Mansour Hadi, que segundo relatos da mídia é apoiados pelos EUA, disse que o chefe de Estado permanece na cidade de Aden e apoia a operação militar, informa a Reuters. O presidente Hadi tentou deixar o Iêmen e entrar em Omã, mas não recebeu permissão das autoridades desse país. A informação foi divulgada à Sputnik por uma fonte no Serviço de Guarda Fronteiras. Depois, no entanto, soube-se que, em uma segunda tentativa, Hadi conseguiu deixar o Iêmen e entrar em Omã. 

    Os rebeldes do grupo xiita Houthi, por seu turno, consideram a operação militar uma agressão contra o povo iemenita.

    Tags:
    vítimas, confrontos, guerra, Iêmen, Arábia Saudita
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