19:46 25 Julho 2017
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    Yukio Hatoyama

    Ex-premiê do Japão visitará Crimeia, apesar dos conselhos em contrário

    © AFP 2017/ POOL/LEE JAE-WON
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    O ex-primeiro-ministro do Japão e atual presidente da Sociedade Japão-Rússia, Yukio Hatoyama, visitará a Crimeia para “saber pessoalmente o que sentem os habitantes” da península.

    Hatoyama foi aconselhado pelo Ministério das Relações Exteriores do Japão a adiar a sua visita, programada para Moscou e Crimeia.

    No entanto, o ex-premiê decidiu realizá-la, devendo a visita à Crimeia ter lugar de 10 a 12 de março. 

    "O Japão não recebeu informações completas sobre o fato (da reintegração). Eu quero saber, pessoalmente, o que os moradores (da península) pensam”, declarou Hatoyama.

    Ele também disse que "durante a votação as pessoas expressaram o desejo de ser incluídas (na Rússia)," e que "os sentimentos da população local são os componentes mais importantes da democracia."

    "Para resolver o problema dos Territórios do Norte (como o Japão chama às quatro ilhas Curilhas) é preciso entender o que a Rússia pensa sobre a Crimeia" disse o ex-primeiro-ministro do Japão, acrescentando que Tóquio "deve considerar cuidadosamente se o direito de apoiar as sanções do Ocidente é a decisão correta."

    A Crimeia e a cidade de Sevastopol tornaram-se entidades da Federação da Rússia em conformidade com os resultados do referendo de março de 2014, em que a maioria dos moradores locais que acudiram às urnas votou a favor da secessão da Ucrânia e da reunificação com a Rússia. 

    O Japão, bem como a União Europeia e os Estados Unidos, não reconheceu a reintegração da Crimeia na Rússia e apoiou no ano passado a decisão de impor sanções contra a Rússia.

    A situação da Crimeia é vista por Moscou como a reintegração de um antigo território russo, expressa pela livre vontade da população da própria península e alcançado através de um referendo realizado como resposta natural aos planos dos ultranacionalistas ucranianos. De acordo com as autoridades russas, a votação respeitou o direito dos povos à autodeterminação, firmado na Carta das Nações Unidas.

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    visita, Crimeia, Japão, Rússia
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