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    Bom dia! A Sputnik Brasil está acompanhando as matérias mais relevantes desta quarta-feira (22), marcada pelo pedido do Talibã de participar da Assembleia Geral da ONU, pelas palavras da China de não "procurar a hegemonia global" e pelo raro terremoto na Austrália.

    CPI: Prevent Sênior usou remédio para câncer em pacientes com COVID-19

    Áudios e planilhas revelam que a operadora Prevent Sênior usou um medicamento destinado a combater o câncer em pacientes com a COVID-19 sem autorização, informou ontem (21) o portal G1. Nas gravações é possível ouvir que os médicos deviam recomendar os remédios flutamina e enbel aos infectados com coronavírus, embora nenhum deles possua autorização para ser usado nesses casos. Mais do que isso, oncologistas e a Anvisa afirmam que esses medicamentos não podem ser usados para outros fins a não ser para tratar doenças oncológicas. O Ministério Público e a CPI da Covid estão agora investigando o caso. Enquanto isso, a Argentina reabrirá suas fronteiras para os brasileiros vacinados a partir de outubro, bem como para visitantes de outros países vizinhos: Uruguai, Paraguai, Bolívia e Chile. A abertura para todos os estrangeiros será a partir de novembro, conforme anunciou na terça-feira (21) o governo argentino. Entretanto, o Brasil confirmou mais 484 mortes e 12.582 casos de COVID-19, totalizando 591.518 óbitos e 21.246.954 diagnósticos da doença, informou o consórcio entre secretarias estaduais de saúde e veículos de imprensa.

    Campanha de vacinação contra a COVID-19 para adolescentes de 14 anos, Rio de Janeiro, 17 de setembro de 2021
    © REUTERS / RICARDO MORAES
    Campanha de vacinação contra a COVID-19 para adolescentes de 14 anos, Rio de Janeiro, 17 de setembro de 2021

    Centrão discute possibilidade de Bolsonaro não disputar eleições de 2022

    Segundo informou ontem à tarde (22) o jornal Folha de São Paulo, os principais líderes do centrão já começaram a discutir a possibilidade de o presidente Jair Bolsonaro não disputar as eleições no ano que vem, a fim de evitar uma derrota nas urnas. Em vez disso, ele poderia escolher outro candidato para apoiar. Em troca, conforme a Folha, ele tentaria garantir apoio para se defender de processos na Justiça contra eles e os filhos, inevitáveis se ele deixar o poder. Durante seu discurso ante seus apoiadores em 7 de setembro, o próprio chefe do Executivo já levantou a possibilidade de ser preso, no entanto afirmou que isso nunca acontecerá. Desse jeito, os líderes do centrão que apoiam Bolsonaro e seu governo querem evitar o cenário pior na Justiça para o presidente da República.

    Presidente Jair Bolsonaro saúda apoiadores perto de seu hotel durante a 76ª sessão da Assembleia Geral da ONU, Nova York, 21 de setembro de 2021
    © REUTERS / STEPHEN YANG
    Presidente Jair Bolsonaro saúda apoiadores perto de seu hotel durante a 76ª sessão da Assembleia Geral da ONU, Nova York, 21 de setembro de 2021

    China vai parar financiamento de projetos de carvão no estrangeiro, diz Xi Jinping

    Nesta terça-feira (21), o presidente chinês, Xi Jinping, disse que a China vai reforçar o apoio a outros países em desenvolvimento na intensificação de uso de energia verde e de menor carbono, e não vai construir novos projetos de energia a carvão. Xi fez o anúncio em seu comunicado transmitido por vídeo na 76ª sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas. O presidente ressaltou a importância de melhorar a governação ambiental global. Ele também sublinhou a necessidade de acelerar a transição para uma economia verde e hipocarbônica e alcançar a recuperação e desenvolvimento ecológicos. "A China se esforçará para atingir o pico das emissões de dióxido de carbono antes de 2030 e atingir a neutralidade de carbono antes de 2060. Isso requer muito trabalho duro, e faremos todos os esforços para atingir esses objetivos", disse. Adicionalmente, Xi Jinping afirmou que a China nunca usará sua posição internacional para invadir ou "intimidar" outros países em busca de hegemonia global: "A China nunca invadirá ou intimidará outros ou buscará a hegemonia", segundo suas palavras.

    Presidente chinês, Xi Jinping, discursa por vídeoconferência durante a 76ª sessão da Assembleia Geral da ONU, Nova York, 21 de setembro de 2021
    © REUTERS / Mary Altaffer
    Presidente chinês, Xi Jinping, discursa por vídeoconferência durante a 76ª sessão da Assembleia Geral da ONU, Nova York, 21 de setembro de 2021

    Talibãs pedem para participar na Assembleia Geral da ONU

    O secretário-geral da ONU, o português António Guterres, recebeu uma carta do ministro das Relações Exteriores do Talibã (organização terrorista proibida na Rússia e em vários outros países) solicitando a participação na 76ª sessão da Assembleia Geral da ONU, disse hoje (22) o porta-voz da ONU, Farhan Haq, à Sputnik. Conforme contou ele, o porta-voz do movimento em Doha, Mohammad Suhail Shaheen, foi nomeado para liderar a missão do Afeganistão nas Nações Unidas. "A carta prossegue indicando que a missão do [atual] representante permanente [Ghulam Isaczai] cessa e que ele já não representa o Afeganistão", de acordo com Haq. Os Estados Unidos informaram, por sua vez, que levará "algum tempo" a decidir se concede credenciais aos talibãs como representantes oficiais do Afeganistão, declarou um alto funcionário do Departamento de Estado americano. No que diz respeito à Rússia, o representante permanente da Rússia nas Nações Unidas, Vasily Nebenzya, disse que sanções contra o Talibã não estão na agenda do Conselho de Segurança da ONU, mas que o assunto do novo representante deve ser analisado cuidadosamente.

    © AP Photo / Bernat Armangue
    Bandeira do Talibã dentro do Centro de Informação e Imprensa do Governo, Cabul, 21 de setembro de 2021

    Raro terremoto destrói dezenas de edifícios na Austrália

    Um terremoto, algo raro na Austrália, atingiu o Sudeste do país na madrugada desta quarta-feira (22), causando danos nos prédios na segunda maior cidade australiana, Melbourne, e tremores em todos os estados vizinhos. O terremoto foi de magnitude 5,9, segundo comunicou o Serviço Geológico dos EUA. Mais tarde, foram registradas réplicas de magnitude 4,1 e 3,1. Um total de 46 edifícios foram destruídos parcialmente pelo desastre natural. Isso foi "o maior evento no sudeste da Austrália por muito tempo", disse à AFP o geólogo da Universidade de Melbourne, Mike Sandiford. "Tivemos alguns muito grandes, de magnitude seis, no final de 1800, embora não saibamos as magnitudes precisas", detalhou. O primeiro-ministro do país, Scott Morrison, disse que não há relatos sobre feridos. "Pode ser um acontecimento muito, muito perturbador um terremoto desta natureza", disse, acrescentando que "são eventos muito raros na Austrália". Para avaliar a situação, enviou helicópteros para várias regiões do país, em alguns locais estão sendo criados centros de ajuda à população. Também informam sobre cortes de luz em algumas regiões.

    Membro de equipe de resgate examina danos no edifício em uma rua de Melbourne, 22 de setembro de 2021
    © AFP 2021 / WILLIAM WEST
    Membro de equipe de resgate examina danos no edifício em uma rua de Melbourne, 22 de setembro de 2021

    Portugal quer cooperar com Rússia nas áreas de crises econômicas, COVID-19 e refugiados

    Lisboa está interessada em fortalecer a cooperação com Moscou relativamente a vários desafios globais, incluindo a resposta à pandemia da COVID-19, terrorismo, mudanças climáticas e migração, entre outros, disse à Sputnik o presidente português, Marcelo Rebelo de Sousa. "Hoje em dia, a pandemia ainda é um assunto vital. As crises econômicas e sociais provocadas pela pandemia são outra questão vital", disse Marcelo Rebelo de Sousa quando perguntado sobre as áreas onde os dois países poderiam fortalecer a cooperação. O presidente de Portugal acrescentou que há necessidade de agir juntos contra as ameaças de segurança da Europa, África, América Latina e Ásia. Ele enfatizou que "a relação permanente de diálogo" já existe entre Portugal e a Rússia. "Pouco a pouco, precisamos uns dos outros. Nenhum poder, nenhum poder global, nenhum poder regional, nenhum poder local pode agir sozinho, ele próprio", disse. É por isso que é útil continuar o diálogo com os países que, ao mesmo tempo, são países europeus, como é o caso da Federação da Rússia."

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    Tags:
    Jair Bolsonaro, Brasil, Assembleia Geral da ONU, terremoto, Austrália, Xi Jinping, Talibã
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