15:50 23 Setembro 2021
Ouvir Rádio
    Hoje atualizado
    URL curta
    0250
    Nos siga no

    Bom dia! A Sputnik Brasil está acompanhando as matérias mais relevantes desta quarta-feira (11), marcada pela rejeição do voto impresso no plenário da Câmara, pela aprovação do maior projeto de infraestrutura pelo Senado dos EUA e pela visita do presidente afegão a uma cidade cercada por talibãs.

    Câmara rejeita voto impresso, derrotando Jair Bolsonaro

    Nesta terça-feira (10), a Câmara dos Deputados rejeitou a proposta de emenda à Constituição (PEC) que estabelecia o retorno das cédulas de papel nas eleições, plebiscitos e referendos. A proposta era defendida pelo presidente Jair Bolsonaro, que considera fraudulento o sistema eleitoral com urnas eletrônicas, embora não tenha apresentado provas de suas alegações. Assim, a votação contra a PEC representa uma derrota para o chefe do Executivo, que mobilizou os militares para organizar um desfile de veículos blindados na Esplanada dos Ministérios. O desfile, na opinião de vários analistas, visava pressionar os parlamentares para que aprovassem o voto impresso. 218 deputados votaram contra a proposta, 229 a favor e um se absteve. Segundo a legislação, as PECs só são aprovadas com o apoio de ao menos 308 votos. Por isso, em resultado da decisão da Câmara, o texto será arquivado e as eleições de 2022 serão realizadas no formato atual. "A democracia do plenário desta Casa deu uma resposta a esse assunto e, na Câmara, eu espero que esse assunto esteja definitivamente enterrado", comentou o presidente da Câmara, Arthur Lira.

    Presidente Jair Bolsonaro fala com ministro da Defesa Walter Souza Braga Netto antes do desfile militar em frente do Palácio do Planalto, Brasília, 10 de agosto de 2021
    © REUTERS / Adriano Machado
    Presidente Jair Bolsonaro fala com ministro da Defesa Walter Souza Braga Netto antes do desfile militar em frente do Palácio do Planalto, Brasília, 10 de agosto de 2021

    COVID-19 no Brasil: casos da cepa Delta triplicam em 4 semanas

    O país registrou já 570 casos confirmados de infectados com a variante Delta, segundo os dados do Ministério da Saúde até esta terça-feira (10). O número é 98% maior em comparação com o balanço publicado na semana passada. Quase o dobro do número de infecções da variante aponta ao rápido avanço da cepa no Brasil, que se acredita ser mais transmissível do que outras variantes. Além disso, em quatro semanas, a proporção da cepa Delta detectada em amostras brasileiras do SARS-CoV-2 na plataforma internacional Gisaid triplicou. Ela estava presente em 12,8% dos exames no dia 27 de julho, e agora o número subiu para 38,5%. O estado do Rio de Janeiro registrou 206 casos da cepa Delta e segue sendo o estado com maior número. A Saúde ressalta que a vacinação é essencial para reduzir a pandemia no país e também chama para o uso de máscaras e etiqueta respiratória. Entretanto, o Brasil confirmou mais 1.183 mortes e 35.245 casos de COVID-19, totalizando 564.890 óbitos e 20.213.388 diagnósticos da doença, informou o consórcio entre secretarias estaduais de saúde e veículos de imprensa.

    Manifestante de roupa com manchas de sangue artificial em referência às mortes pela COVID-19, ao lado do Palácio do Planalto, 10 de agosto de 2021
    © AP Photo / Eraldo Peres
    Manifestante de roupa com manchas de sangue artificial em referência às mortes pela COVID-19, ao lado do Palácio do Planalto, 10 de agosto de 2021

    Senado aprova texto-base que revoga Lei de Segurança Nacional

    Nesta terça-feira (10), o Senado aprovou o projeto que revoga a Lei de Segurança Nacional, apresentado pelo senador Rogério Carvalho. A lei atualmente vigente tinha sido aprovada em 1983, na época da ditadura militar no Brasil. O projeto de lei tipifica crimes contra as instituições democráticas, contra o funcionamento das eleições e contra a cidadania. Entre os crimes previstos estão golpe de Estado, espionagem, interrupção do processo eleitoral, comunicação enganosa em massa. O projeto define ainda que não é crime contra o Estado Democrático de Direito manifestações como protestos, greves e a atividade jornalística. Agora o texto vai para a sanção do presidente da República. "A aprovação do projeto de lei significará o fortalecimento da nossa democracia e a derrota do obscurantismo. Estaremos recuperando valores fundamentais do Estado brasileiro. Falo da isonomia política e da tolerância para com a diferença", afirmou o relator durante a sessão, citado pelo Correio Braziliense. Porém, Carvalho reconheceu, em entrevista ao jornal Folha de São Paulo, há risco de que parte do projeto seja vetada por Jair Bolsonaro, em particular, a questão da comunicação e a questão sobre agressão à democracia, conforme ele.

     Tanque passa ao lado do Congresso durante desfile militar em Brasília, 10 de agosto de 2021
    © AP Photo / Eraldo Peres
    Tanque passa ao lado do Congresso durante desfile militar em Brasília, 10 de agosto de 2021

    Senado americano aprova projeto de lei de infraestrutura de US$ 1,2 trilhão

    Nesta terça-feira (10), o Senado dos Estados Unidos aprovou um pacote de US$ 1,2 trilhão (R$ 6,23 trilhões) de gastos em infraestrutura e enviou a medida para a aprovação final na Câmara dos Representantes. Os senadores passaram a legislação com 69 votos a favor e 30 contra. Trata-se de maiores gastos de tal tipo na história moderna dos EUA. O texto inclui US$ 550 bilhões (R$ 2,8 trilhões) de gastos em pontes, autoestradas, infraestrutura hidráulica e de veículos elétricos, reforço das redes de energia e expansão do acesso à Internet em todo o país. A medida também financia programas sociais, incluindo a assistência relacionada à COVID-19. A administração Joe Biden considera que tais investimentos vão ajudar aos EUA a ficarem na frente relativamente a outros países, particularmente a China. No entanto, alguns senadores divulgaram mensagens denunciando o que eles consideram um processo suspeito e desperdício de fundos. "O projeto foi discutido em segredo, prosseguiu sem oportunidades significativas para ser corrigido, e representa um aumento líquido de US$ 350 bilhões [R$ 1,8 trilhão] à dívida nacional", disse o senador Marco Rubio após a votação. Por sua vez, o senador Mike Lee disse estar desapontado, considerando a aprovação do pacote uma decisão "irresponsável": "Ela expande drasticamente o poder federal; aumenta os gastos; aumenta nossa inflação já perigosa e facilita impostos e regulamentos onerosos, que prejudicarão a nossa infraestrutura", disse em comunicado.

    Senador Bernie Sanders desce a escada com membros da equipe antes da aprovação do projeto de infraestrutura, Capitólio, Washington, 10 de agosto de 2021
    © REUTERS / Jonathan Ernst
    Senador Bernie Sanders desce a escada com membros da equipe antes da aprovação do projeto de infraestrutura, Capitólio, Washington, 10 de agosto de 2021

    Presidente afegão viaja para norte do país ante avanço do Talibã

    O presidente do Afeganistão, Ashraf Ghani, voou nesta quarta-feira (11) para a cidade de Mazar-i-Sharif, no norte do país, para reunir suas forças cercadas pelo Talibã (organização terrorista proibida na Rússia e em vários outros países). O chefe do Estado afegão planeja "checar a segurança geral da zona do norte", de acordo com comunicado divulgado pelo palácio presidencial. Durante os encontros com residentes, o presidente, junto com o ex-vice-presidente Abdul Rashid Dostum e o ex-governador de Balkh Atta Muhammad Nur, vão se focar no reforço da segurança da cidade. Horas antes de Ghani chegar, fotos postadas em contas de mídia social do governo oficial mostraram Dostum embarcando em um avião em Cabul, junto com um contingente de comandos, a caminho de Mazar. A viagem acontece um dia após os talibãs anunciarem ter assumido o controle sobre Pol-e-Khomri, capital da província de Baghlan, situada na estada estratégica Cabul-Mazar-i-Sharif. No total, os militantes disseram ter já capturado oito províncias em apenas cinco dias, à medida que intensificam sua ofensiva ante a retirada de tropas estrangeiras do país. Entretanto, em Doha continuam as negociações da Troika estendida, com representantes da Rússia, EUA, China e Paquistão, que discutem uma solução possível para a situação atual no Afegansitão.

    Presidente do Afeganistão, Ashraf Ghani, chega à cidade de Mazar-i-Sharif para verificar situação de segurança nas províncias do norte, Afeganistão, 11 de agosto de 2021
    © REUTERS / Palácio Presidencial do Afeganistão
    Presidente do Afeganistão, Ashraf Ghani, chega à cidade de Mazar-i-Sharif para verificar situação de segurança nas províncias do norte, Afeganistão, 11 de agosto de 2021

    Perturbação ciclônica ameaça Caribe Oriental e pode se converter em tempestade tropical

    Uma perturbação tropical ameaça a zona do Caribe Oriental e pode se tornar uma tempestade tropical nas próximas horas, confirmaram na terça-feira (10) especialistas em meteorologia. Às 17h00 horas locais (18h00, horário de Brasília), a perturbação do ciclone estava localizada a cerca de 170 quilômetros a sudeste de Porto Rico e cerca de 500 quilômetros a leste-sudeste de Santo Domingo, capital da República Dominicana, com ventos máximos sustentados de 55 quilômetros por hora e um movimento oeste-noroeste a uma velocidade de 28 quilômetros por hora, segundo último boletim emitido pelo Centro Nacional de Furacões dos EUA. Conforme meteorologistas, este sistema pode se tornar tempestade tropical na noite da terça-feira (10). De acordo com a previsão, espera-se que esta perturbação se aproxime ou mesmo impacte daqui a algumas horas as ilhas Virgens e Porto Rico, enquanto nesta quarta-feira (11) pode estar afetando o sul da ilha Espanhola. Para esta quinta-feira (12) é esperado que possa se aproximar do sudeste das Bahamas e ilhas Turcas e Caicos.

    Mais:

    'Patético', 'desnecessário', 'loucura': Exército e políticos se manifestam após desfile de tanques
    Messi assina contrato com PSG, informa comunicado oficial do clube
    Pyongyang adverte para 'crise de segurança' em meio a escalada de tensões com EUA e Coreia do Sul
    Tags:
    Brasil, Senado, voto impresso, PEC, desfile militar, tanques, Jair Bolsonaro, EUA, Afeganistão, novo coronavírus
    Padrões da comunidadeDiscussão
    Comentar na SputnikComentar no Facebook
    • Comentar