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    Bom dia! A Sputnik Brasil está acompanhando as matérias mais relevantes desta terça-feira (3), marcada pela ajuda histórica do FMI à economia global, pelo início de um exercício naval e anfíbio dos EUA, o primeiro de tal escala desde a Guerra Fria, e pelo anúncio sobre a visita da delegação americana com Jake Sullivan ao Brasil.

    COVID-19 no Brasil: Pfizer anuncia entrega de novas doses, Rio acelera campanha de vacinação

    Nesta segunda-feira (2), a farmacêutica Pfizer anunciou uma "megaoperação" para entregas do imunizante anti-COVID-19 ao Brasil, de acordo com o portal G1. Até dia 22 de agosto, a empresa enviará mais 17 milhões de doses ao país. Os lotes serão entregues em 17 voos. Até o momento, a Pfizer já forneceu 30,1 milhões dos 200 milhões de doses de sua vacina previstos pelo contrato com o governo federal. Além disso, também na segunda-feira (2), a cidade do Rio de Janeiro começou uma nova fase da vacinação contra o coronavírus, reservando apenas um dia para aplicação da primeira dose em idade. Ontem (2), foram vacinadas pessoas de 32 anos, seguindo até sábado (7) com quem tem 27 anos. Segundo as novas regras estabelecidas, as mulheres vão ser vacinadas de manhã e os homens na parte da tarde. Entretanto, o Brasil confirmou mais 473 mortes e 18.247 casos de COVID-19, totalizando 557.359 óbitos e 19.953.379 diagnósticos da doença, informou o consórcio entre secretarias estaduais de saúde e veículos de imprensa. Assim, a média móvel de mortes chegou a 968, o índice mais baixo desde 18 de janeiro.

    Residentes na fila para vacinação na favela Complexo da Maré, Rio de Janeiro, 29 de julho de 2021
    © AP Photo / Bruna Prado
    Residentes na fila para vacinação na favela Complexo da Maré, Rio de Janeiro, 29 de julho de 2021

    TSE aprova abertura de inquérito e pedido ao STF para que Bolsonaro seja investigado por disseminação de notícias falsas

    Nesta segunda-feira (2), o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) abriu um inquérito administrativo interno sobre ataques à legitimidade das eleições. Além disso, o plenário da corte aprovou um pedido ao Supremo Tribunal Federal que o presidente Jair Bolsonaro seja investigado por disseminação de notícias falsas contra as eleições no país. Ambas as decisões foram tomadas por unanimidade. O pedido se baseia nos repetidos ataques do chefe do Executivo às urnas eletrônicas a ao sistema eleitoral, sem comprovações. Durante a sessão, o presidente do TSE, ministro Luís Roberto Barroso, argumentou a decisão afirmando: "Uma das manifestações do autoritarismo no mundo contemporâneo é precisamente o ataque às instituições, inclusive o ataque às instituições eleitorais que garantem um processo legítimo de condução aos mais elevados cargos da República", cita suas palavras o jornal Folha de São Paulo. O pedido ocorreu após o presidente da República não ter apresentado provas de irregularidades no sistema eleitoral, depois de ter recebido um pedido do corregedor.

    Presidente Jair Bolsonaro fala durante cerimônia no Ministério da Cidadania, Brasília, 2 de agosto de 2021
    © AP Photo / Eraldo Peres
    Presidente Jair Bolsonaro fala durante cerimônia no Ministério da Cidadania, Brasília, 2 de agosto de 2021

    FMI aprova recorde de US$ 650 bilhões para restauração da economia mundial

    O Fundo Monetário Internacional (FMI) anunciou ontem (2) ter aprovado uma soma histórica de US$ 650 bilhões (R$ 3,36 trilhões) de Direitos de Saque Especiais (SDR, na sigla em inglês) que vão funcionar como "injeção no braço" da economia global. "O Conselho de Governadores do FMI aprovou uma atribuição geral de Direitos de Saque Especiais equivalentes a US$ 650 bilhões em 2 de agosto de 2021 para impulsionar liquidez global", diz o comunicado divulgado pela organização. US$ 275 bilhões (R$ 1,42 trilhões) desta soma vão ser dirigidos para os países com mercados em desenvolvimento e países emergentes. A medida entrará em vigor em 23 de agosto. O dinheiro será dirigido aos países-membros do FMI em proporção às quotas. A diretora-geral do Fundo, Kristalina Georgieva, qualificou a decisão de histórica: "É uma decisão histórica – a maior alocação de SDR na história do FMI e uma injeção no braço para economia global no momento da crise sem precedentes. A alocação de SDR vai beneficiar todos os membros, responder à necessidade global de reservas a longo prazo, reforçar a confiança e promover a resiliência e a estabilidade da economia global. Ajudará em particular nossos países mais vulneráveis tentando lidar com o impacto da crise da COVID-19", conforme suas palavras.

    Chanceler do Exchequer do Reino Unido, Rishi Sunak (à direita), e a diretora-geral do FMI, Kristalina Georgieva, antes do encontro dos ministros de Finanças do G7, Londres, 4 de junho de 2021
    © AP Photo / Steve Reigate
    Chanceler do Exchequer do Reino Unido, Rishi Sunak (à direita), e a diretora-geral do FMI, Kristalina Georgieva, antes do encontro dos ministros de Finanças do G7, Londres, 4 de junho de 2021

    Coreia do Norte quer que sanções sejam aliviadas para reiniciar conversações com EUA

    A Coreia do Norte quer que as sanções internacionais que proíbem sua exportação de metais e importações do combustível refinado e outras commodities sejam canceladas a fim de reiniciar negociações de desnuclearização com os Estados Unidos, anunciaram na segunda-feira (2) os legisladores da Coreia do Sul, conforme agência Reuters. Pyongyang também exigiu o alívio de sanções sobre suas importações de bens de luxo, de acordo com palavras dos funcionários sul-coreanos após um briefing com a principal agência de inteligência da Coreia do Sul. O briefing aconteceu uma semana após a restauração da linha de comunicação entre ambas as Coreias. A mídia estatal norte-coreana não mencionou, no entanto, o novo pedido de levantamento de sanções para reiniciar as negociações. Os funcionários sul-coreanos disseram que o líder norte-coreano Kim Jong-un e o presidente sul-coreano Moon Jae-in ambos expressaram a vontade de reconstruir a confiança e melhorar laços a partir de abril, e o próprio Kim pediu para se reconectar as linhas de comunicação. Eles também disseram que a Coreia do Norte estava precisando de cerca de 1 milhão de toneladas de arroz, já que sua economia foi atingida pela pandemia de coronavírus e mau tempo no ano passado.

    Vice-secretária de Estado dos EUA Wendy Sherman e o chanceler sul-coreano Chung Eui-yong antes da reunião no MRE em Seul, Coreia do Sul, 22 de julho de 2021
    © REUTERS / Song Kyung-seok
    Vice-secretária de Estado dos EUA Wendy Sherman e o chanceler sul-coreano Chung Eui-yong antes da reunião no MRE em Seul, Coreia do Sul, 22 de julho de 2021

    Casa Branca anuncia visita de assessor de Segurança Nacional dos EUA ao Brasil e Argentina

    O assessor de Segurança Nacional dos Estados Unidos, Jake Sullivan, chefiará uma delegação que visitará esta semana o Brasil e a Argentina, informou nesta segunda-feira (2) a Casa Branca em comunicado. Conforme o documento, o alto funcionário será acompanhado pelo diretor-geral do Conselho de Segurança Nacional para o Hemisfério Ocidental, Juan González, pelo diretor-geral para Tecnologia e Segurança Nacional, Tarun Chhabra, pelo diretor-geral de Cibersegurança, Amit Mital, e pelo funcionário de alto escalão do Gabinete do Departamento de Estado para o Hemisfério Ocidental, Ricardo Zúñiga. A nota adiciona que em sua primeira visita à região Sullivan se encontrará com líderes "dos importantes aliados fora da OTAN nas Américas". "No Brasil, a delegação se reunirá com líderes para discutir as oportunidades para reforçar a associação estratégica entre os EUA e Brasil, aumentar a estabilidade regional, avançar em direção aos objetivos no assunto do clima, colaborar na infraestrutura digital e ajudar a elaborar um caminho na recuperação da pandemia da COVID-19", indicou a administração do presidente Joe Biden. Na Argentina, a delegação americana discutirá os crescentes laços estratégicos nas prioridades bilaterais e regionais, adiciona o texto.

    Assessor de Segurança Nacional dos EUA Jake Sullivan durante a visita do presidente Joe Biden ao Escritório do Diretor de Inteligência Nacional, Virgínia, EUA, 27 de julho de 2021
    © REUTERS / Evelyn Hockstein
    Assessor de Segurança Nacional dos EUA Jake Sullivan durante a visita do presidente Joe Biden ao Escritório do Diretor de Inteligência Nacional, Virgínia, EUA, 27 de julho de 2021

    EUA realizam 1º grande exercício naval e anfíbio desde Guerra Fria

    A partir de hoje (3), a Marinha e o Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA vão participar juntos do Exercício de Grande Escala 2021 (LSE, na sigla em inglês), o primeiro exercício naval e anfíbio de tal magnitude desde 1981. O exercício durará até 16 de agosto em 17 fusos horários e incluirá seis comandos integrantes da Marinha e do Corpo de Fuzileiros Navais, cinco frotas navais e três Forças Expedicionárias dos Fuzileiros. "LSE 2021 vai incluir aproximadamente 36 navios ativos em andamento, de porta-aviões a submarinos, mais de 50 unidades virtuais e uma gama ilimitada de unidades construtivas, além de marinheiros, fuzileiros navais, civis do governo e funcionários contratados para comandar e formar pessoal de apoio ao exercício", disse a Sexta Frota da Marinha dos EUA em comunicado sobre o exercício. As manobras estão designadas para demonstrar aos competidores dos Estados Unidos que os militares americanos permanecem prontos para guerra de ponta por causa de seus compromissos operacionais globais, e não apesar deles. O treinamento deve também incluir aliados de outros países. Além disso, o segundo comandante da Frota dos EUA, vice-almirante Andrew Lewis, afirmou na véspera do exercício que a Marinha dos EUA dá "boas-vindas a qualquer oportunidade de se envolver positivamente com nossos colegas militares" russos nas regiões do Ártico.

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    Tags:
    Brasil, Jair Bolsonaro, Jake Sullivan, Argentina, Fundo Monetário Internacional, Rio de Janeiro, vacinação, Coreia do Norte
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