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    Bom dia! A Sputnik Brasil está de olho nas principais notícias desta sexta-feira (21), marcada pelo cessar-fogo entre Israel e Hamas, pela resposta de Bolsonaro à França, pela aceleração da campanha de vacinação em Cuba e início da presidência da Rússia no Conselho do Ártico.

    Laboratório União Química desiste de testes clínicos com Sputnik V

    Nesta quinta-feira (20), o laboratório União Química, representante da vacina russa contra a COVID-19 Sputnik V no Brasil, desistiu de realizar testes clínicos com o imunizante em território brasileiro, informou a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O pedido de uso emergencial da vacina, no entanto, segue protocolado na Anvisa. A União Química ainda informou sobre o início da produção de doses da vacina no Brasil, que devem ser exportadas para países latino-americanos. A campanha de vacinação brasileira segue em ritmo lento, com somente 39% dos idosos acima dos 60 anos totalmente vacinados. A confirmação dos primeiros casos da variante indiana do novo coronavírus em tripulantes de navio atracado no Maranhão também soou alarmes no país. O Brasil confirmou mais 2.527 mortes e 83.367 casos de COVID-19, totalizando 444.391 óbitos e 15.898.558 diagnósticos da doença, segundo consórcio entre secretarias estaduais de saúde e veículos de imprensa.

    Funcionária da União Química mostra vacina contra a COVID-19, Sputnik V, produzida para exportação em laboratório da empresa em Guarulhos (SP), 20 de maio de 2021
    © AP Photo / Andre Penner
    Funcionária da União Química mostra vacina contra a COVID-19, Sputnik V, produzida para exportação em laboratório da empresa em Guarulhos (SP), 20 de maio de 2021

    Bolsonaro rebate ministro francês que rejeitou acordo Mercosul-UE

    Nesta quinta-feira (20), o presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, disse que a recusa da França em assinar o acordo Mercosul-União Europeia é motivada por "interesses econômicos". O comentário foi uma resposta à declaração do ministro do Comércio Exterior da França, Franck Riester, que declarou ser "inimaginável assinar o acordo" entre os blocos econômicos, em função da política ambiental de Brasília. "Esse ministro garantiu aos senadores do seu país que a França não assinará o acordo entre o Mercosul e a União Europeia. É preciso que todos os países concordem para que o acordo seja efetivado", disse Bolsonaro. "É interesse econômico. A França compete conosco em muita coisa. Não vai chegar perto da gente, mas concorre em muita coisa, em commodities." O acordo Mercosul-União Europeia foi negociado durante 20 anos, mas pode não entrar em vigor, caso países como a França não ratifiquem o documento. 

    Presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, gesticula durante cerimônia no Palácio do Planalto, Brasília, 18 de maio de 2021
    © REUTERS / Adriano Machado
    Presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, gesticula durante cerimônia no Palácio do Planalto, Brasília, 18 de maio de 2021

    Israel e Hamas aderem ao cessar-fogo após 11 dias de confrontos

    Nesta quinta-feira (20), acordo de cessar-fogo entre Israel e o grupo palestino Hamas entrou em vigor, colocando fim a 11 dias de intenso conflito entre as partes. Mediado pelo Egito, o acordo foi aprovado por unanimidade pelo gabinete de segurança de Israel. O Hamas garantiu que vai observar seus termos, mas disse estar "com os dedos no gatilho" e prometeu "continuar a expandir as capacidades da resistência [palestina]". O Egito informou que enviará duas delegações para monitorar o cessar-fogo em Israel e em Gaza. Palestinos vivendo em Israel, na Cisjordânia ocupada, Gaza e campos de refugiados no Líbano comemoraram o acordo de cessar-fogo como uma vitória. Durante o conflito, cerca de 232 palestinos faleceram, incluindo 65 crianças. A já precária infraestrutura do enclave está seriamente danificada. Em Israel, cerca de 12 pessoas faleceram, incluindo duas crianças. As Forças de Defesa de Israel (FDI) declararam ter eliminado 160 combatentes palestinos.

    Palestinos comemoram cessar-fogo em meio às ruínas na Faixa de Gaza, 21 de maio de 2021
    © REUTERS / Mohammed Salem
    Palestinos comemoram cessar-fogo em meio às ruínas na Faixa de Gaza, 21 de maio de 2021

    Biden assina lei contra crimes de ódio em meio à COVID-19

    Nesta quinta-feira (20), o presidente dos EUA, Joe Biden, assinou projeto de lei sobre crimes de ódio em meio à COVID-19, aprovado por ampla maioria no Congresso do país. A lei é uma resposta à escalada de violência contra norte-americanos de origem asiática desde o início da pandemia do novo coronavírus. "Toda vez que deixamos o ódio se propagar, toda vez que ficamos em silêncio, estamos dizendo muito sobre quem somos como uma nação", disse o presidente. "Quem cala consente. E nós não podemos ser coniventes [...] temos que fazer o que é demandado pelas obrigações que temos com essa democracia". A nova lei solicita que o Departamento de Justiça acelere a apreciação de crimes de ódio cometidos em meio à pandemia, além de impor diretrizes para o combate à linguagem discriminatória relacionada à COVID-19.

    Presidente dos EUA, Joe Biden, assina lei sobre crimes de ódio em meio à pandemia de COVID-19, na Casa Branca, Washington, EUA, 20 de maio de 2021
    © REUTERS / Kevin Lamarque
    Presidente dos EUA, Joe Biden, assina lei sobre crimes de ódio em meio à pandemia de COVID-19, na Casa Branca, Washington, EUA, 20 de maio de 2021

    Cuba vacina mais de 1 milhão com vacinas nacionais contra a COVID-19

    Nesta quinta-feira (20), Cuba ultrapassou a marca de um milhão de pessoas vacinadas contra a COVID-19 com as vacinas Abdala e Soberana 02, produzidas nacionalmente. Com população de cerca de 11 milhões de habitantes, o país acelera a imunização, mesmo sem ter concluído a terceira fase de testes com os imunizantes. Agentes da Saúde, da indústria biofarmacêutica e grupos de risco da capital do país, Havana, foram priorizados pela campanha. O ministro da Saúde Pública, José Angel Portal, impôs meta para a vacinação de 22,6% da população até o mês de junho, e pretende alcançar 70% em agosto. Cuba confirmou o diagnóstico de 129.346 casos de COVID-19 desde o início da pandemia e 840 vítimas fatais do novo coronavírus.

    Senhor recebe a vacina contra a COVID-19 cubana Abdala, em posto de saúde nos subúrbios de Havana, Cuba, 14 de maio de 2021
    © AP Photo / Ramon Espinosa
    Senhor recebe a vacina contra a COVID-19 cubana Abdala, em posto de saúde nos subúrbios de Havana, Cuba, 14 de maio de 2021

    Rússia assume a presidência do Conselho do Ártico

    Nesta quinta-feira (20), a Rússia assumiu a presidência do Conselho do Ártico, prometendo priorizar o combate às mudanças climáticas durante o seu mandato. O grupo, que reúne Rússia, EUA, Canadá, Dinamarca, Finlândia, Islândia, Noruega e Suécia, se reuniu na capital islandesa, Reykjavik, para reunião de cúpula. "Estamos comprometidos com a construção de uma região ártica pacífica, na qual a cooperação sobre o clima, meio ambiente, ciência e segurança prevaleça", disse o secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken. O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, disse ser "importante estender as relações positivas que temos no Conselho do Ártico para abarcar também a esfera militar". A Rússia expressa preocupação sobre a seção de territórios por parte da Noruega para que os EUA construam bases militares voltadas para operações no Ártico. Os países ocidentais, por sua vez, expressam preocupação quanto à retomada das operações de bases polares soviéticas pela Rússia.

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    Tags:
    Acordo de Livre Comércio entre União Europeia e Mercosul, Jair Bolsonaro, França, Joe Biden, Sergei Lavrov, Conselho Ártico, Israel, Palestina, Rússia, EUA, Cuba, Brasil
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