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    Os Estados Unidos e a Ucrânia chegaram a um acordo para proteger as comunicações por meio de um mecanismo de redução de risco nuclear, disse a Casa Branca em um comunicado.

    Os EUA reafirmaram seu compromisso com a soberania e a integridade territorial da Ucrânia e disseram que vão continuar ajudando Kiev em seus esforços para responsabilizar a Rússia por uma suposta agressão. A declaração foi feita pelos dois países em um comunicado conjunto divulgado nesta quarta-feira (1º) após uma reunião entre o presidente dos EUA, e seu homólogo ucraniano, Vladimir Zelensky, que está em Washington.

    "No século XXI, as nações não podem ter permissão para redesenhar fronteiras pela força. A Rússia violou essa regra básica na Ucrânia [...]. Os EUA estão ao lado da Ucrânia e continuarão a trabalhar para responsabilizar a Rússia por sua agressão. Apoio dos EUA à soberania e integridade territorial da Ucrânia é inabalável", lê-se no comunicado.

    Durante a reunião na Casa Branca, Zelensky afirmou que entregou a Joe Biden uma lista de ucranianos detidos.

    ​A prioridade na reunião com Joe Biden são questões de segurança. Em particular, segurança em Donbass, na Crimeia ocupada, na região dos mares Negro e Azov, e segurança energética na Ucrânia e na Europa. Entregamos uma lista de quase 450 ucranianos detidos ao presidente dos EUA para exigir a libertação conjunta deles.

    Também nesta quarta-feira (1º), Washington e Kiev chegaram a um acordo para proteger as comunicações por meio de um mecanismo de redução de risco nuclear.

    "EUA e Ucrânia chegaram a um acordo sobre a manutenção de uma conexão de comunicação segura 24 horas por dia, sete dias por semana, por meio do Centro Nacional de Redução de Risco Nuclear. Também concordaram com uma prorrogação de sete anos do Acordo de Assistência à Ucrânia na Eliminação de Armas Nucleares Estratégicas e Prevenção da Proliferação de Armas de Destruição em Massa, assinado em 1993, para apoiar objetivos mútuos de não proliferação e reforçar a segurança regional e internacional", disse a Casa Branca no comunicado.

    Nord Stream 2

    Ucrânia e EUA continuam contra o projeto do gasoduto Nord Stream 2 (Corrente do Norte 2), que, segundo Washington e Kiev, representa uma ameaça à segurança energética europeia.

    "A Ucrânia e os EUA continuam se opondo ao Nord Stream 2, que consideramos uma ameaça à segurança energética europeia [...]. Se for concluído, ainda lutaremos sobre como ele opera", disse Zelensky.

    O presidente ucraniano acrescentou que Washington está empenhado em continuar a implementação de medidas legislativas e diplomáticas para manter o trânsito de gás na Ucrânia, bem como para evitar que o Kremlin use a energia como sua arma geopolítica.

    Em julho, os EUA e a Alemanha anunciaram um acordo sobre a operação do gasoduto Nord Stream 2 com uma série de medidas de apoio à Ucrânia e sobre a segurança energética europeia.

    Nord Stream 2 é um projeto conjunto da empresa de energia russa Gazprom e cinco parceiros europeus. Por meio desse gasoduto, está previsto o transporte de até 55 bilhões de metros cúbicos de gás natural por ano da Rússia para a Alemanha, passando pelo mar Báltico. Apesar das sanções unilaterais dos EUA para impedir a conclusão do gasoduto, o projeto está quase pronto.

    Presidente ucraniano Vladimir Zelensky (e) com o presidente dos EUA, Joe Biden, na Casa Branca, Washington, EUA, em 1º de setembro de 2021
    © AFP 2021 / Pool/Doug Mills/Getty Images
    Presidente ucraniano Vladimir Zelensky (e) com o presidente dos EUA, Joe Biden, na Casa Branca, Washington, EUA, em 1º de setembro de 2021

    Aprofundar cooperação

    Na segunda-feira (30), Washington e Kiev firmaram acordo estratégico de Defesa para aumentar cooperação no mar Negro. O acordo tem como objetivo não só a cooperação conjunta na região, mas também no campo da cibersegurança e no compartilhar de informação, segundo Lloyd Austin, secretário de Defesa dos EUA.

    Os EUA se aliaram à Ucrânia ao culpar a Rússia pelo conflito no Leste Europeu. O relacionamento da Rússia com seu vizinho e o Ocidente se deteriorou em 2014, após a destituição forçada do presidente ucraniano Viktor Yanukovych. Naquela época, Kiev lançou uma operação militar na região de Donbass, de língua russa, que considerou a mudança de poder um golpe, enquanto a Crimeia votava em um referendo para unir-se à Rússia.

    A Rússia nega sistematicamente qualquer envolvimento no conflito interno ucraniano e rejeita as acusações como inaceitáveis.

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    Tags:
    Joe Biden, EUA, Ucrânia, Casa Branca, Vladimir Zelensky, Rússia, Crimeia, Donbass, Mar Negro
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