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    Mundo em meio à pandemia da COVID-19 no fim de maio de 2021 (61)
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    Personalidades do YouTube e do Instagram na França teriam recebido ofertas para publicamente desprestigiarem a vacina da Pfizer/BioNTech contra a COVID-19 em troca de dinheiro, segundo informou a AFP.

    Os influenciadores escolhidos trabalham na área da saúde e da ciência, e afirmaram que receberam e-mails de uma agência de comunicação aparentemente do Reino Unido oferecendo-lhes "uma parceria" em nome de um cliente com "um orçamento colossal", mas que gostaria de permanecer anônimo e também manter o acordo em segredo.

    "Estranho. Recebi uma proposta de parceria que consiste em criticar a vacina da Pfizer em um vídeo", escreveu Léo Grasset, influenciador que tem um canal no Youtube sobre ciência com 1,17 milhões de seguidores. "Orçamento colossal, o cliente quer permanecer anônimo e eu teria que esconder o patrocínio."

    Grasset adicionou que o endereço da agência de Londres que o contactou é falso, e que todos os funcionários tinham perfis "estranhos" na plataforma LinkedIn. No entanto, esses mesmos perfis desapareceram, mas antes de sumirem, ele pode notar que todos "trabalharam na Rússia".

    Estranho. Recebi uma proposta de parceria que consiste em criticar a vacina da Pfizer em um vídeo. Orçamento colossal, o cliente quer permanecer anônimo e eu teria que esconder o patrocínio. Se virem algum vídeo assim, saberão que é uma operação.

    Sami Ouladitto, um comediante com cerca de 400 mil seguidores, relatou uma abordagem semelhante, assim como o perfil no Instagram, Et Ca Se Dit Medecin (E Assim se Diz Doutor, na tradução), com 84 mil seguidores, confirmou o mesmo.

    Por sua vez, o ministro da Saúde da França, Olivier Verán, afirmou ao canal de televisão BFMTV que os franceses em sua maioria são a favor da vacinação e não acredita que qualquer tentativa de os desviar da imunização funcione.

    "Isso é patético, é perigoso, é irresponsável e não vai funcionar", disse Verán, adicionando que não sabe se as ofertas vieram da Rússia.

    Os autores do e-mail, alegando serem da agência de comunicação britânica Fazze, são difíceis de rastrear. O jornal Le Monde afirmou que a Fazze nunca foi registrada no Reino Unido, mas pode ter presença legal nas ilhas Virgens. Segundo o perfil do diretor executivo da empresa no LinkedIn, agora deletado, a agência opera fora de Moscou, disse o Le Monde.

    Até agora, 23 milhões de franceses – um terço da população – receberam pelo menos uma dose da vacina contra o coronavírus. Desde o início da pandemia, a França registrou 5.670.486 casos confirmados e 109.040 óbitos.

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    Tags:
    Youtube, França, novo coronavírus, vacina, COVID-19
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