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    Mundo enfrenta pandemia no fim de abril de 2021 (77)
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    Enquanto a Agência Nacional de Vigilância Sanitária e o Fundo Russo de Investimentos Diretos (RFPI, na sigla em russo) não entram em consenso sobre a importação da Sputnik V, mais um país europeu aprovou a vacina russa. 

    Nesta sexta-feira (30), foi a vez de a Albânia dar o sinal verde para o uso do imunizante. O RFPI afirmou, inclusive, que o país balcânico já recebeu seu primeiro carregamento com injeções.

    "O Fundo Russo de Investimentos Diretos […] anuncia a aprovação da vacina russa Sputnik V contra o coronavírus pelo Ministério da Saúde e Proteção Social da República da Albânia. A primeira remessa da vacina já chegou à Albânia", disse o RFPI em um comunicado.

    A Albânia tornou-se, assim, o 64º país a aprovar o uso da vacina russa.

    "A aprovação da vacina russa na Albânia permitirá que a população do país tenha acesso a uma das melhores vacinas contra o coronavírus em todo o mundo", disse o diretor geral do RFPI, Kirill Dmitriev, no comunicado.
    Em Belgrado, na Sérvia, um homem é vacinado contra COVID-19 com a vacina russa Sputnik V, em 31 de março de 2021
    © Sputnik / Vladimir Jivoinovich
    Em Belgrado, na Sérvia, um homem é vacinado contra COVID-19 com a vacina russa Sputnik V, em 31 de março de 2021

    Sputnik V no Brasil: imbróglio

    Na última segunda-feira (26), a Anvisa negou um pedido de importação emergencial da vacina Sputnik V feito por 14 estados brasileiros, afirmando que um dos adenovírus usados como vetores no imunizante teria conservado sua capacidade de replicação.

    Na terça-feira (27), o RFPI afirmou acreditar que a decisão da Anvisa poderia ter motivações políticas. Na quinta-feira (29), o Centro Nacional de Pesquisa de Epidemiologia e Microbiologia Gamaleya (Centro Gamaleya), fabricante da vacina, informou que estava iniciando um processo judicial de difamação contra a agência reguladora brasileira "por espalhar informações falsas e imprecisas intencionalmente".

    Os desenvolvedores negam que a vacina use vetores replicantes, como alega a Anvisa, e diz que o membro da agência, Gustavo Mendes, teria assumido o erro ao declarar que a Anvisa não realizou testes com a vacina russa. Também na quinta-feira (29), a Anvisa fez um pronunciamento em que voltou a culpar a falta de clareza nas informações prestadas pelos desenvolvedores da Sputnik V.

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    Tags:
    Albânia, vacinação, vacina, Sputnik V, novo coronavírus, Rússia, pandemia, COVID-19
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