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    Brasil afronta COVID-19 no fim de abril de 2021 (62)
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    A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) decidiu, em reunião nesta segunda-feira (26), não recomendar a importação excepcional e temporária da vacina russa Sputnik V. A análise dos diretores justificou o posicionamento alegando falta de dados e risco de doenças por falha em fabricação.

    O diretor da Anvisa, Alex Machado Campos, relator do processo referente ao imunizante russo, votou por negar, no momento, a autorização para importar a vacina.

    Após cinco horas de reunião, o voto de Campos foi acompanhado pelos demais diretores: Meiruze Freitas, Cristiane Jourdan Gomes, Romison Mota e Antonio Barra Torres, presidente da Anvisa. A reunião foi transmitida ao vivo pelas redes sociais da agência.

    Durante seu voto, Alex Machado Campos, disse que o principal problema da vacina é a presença dos chamados adenovírus replicantes. 

    "Como o desenvolvimento não foi conduzido de forma a garantir a não replicação do vírus, os vírus que replicam não desejados estão presentes na vacina. Portanto, a vacina não cumpre o próprio critério estabelecido para o seu desenvolvimento", avaliou.

    Em seu voto, a diretora Meiruze Freitas justificou que não foram enviadas informações suficientes.

    "Não são informações burocráticas. O que a agência vem exigindo é o mínimo para a garantia da segurança da população", disse a diretora.

    Antes de ser iniciada a votação com a manifestação dos diretores, o Gerente-Geral de Medicamentos e Produtos Biológicos, Gustavo Mendes Lima Santos, a Gerente-Geral de Inspeção e Fiscalização Sanitária, Ana Carolina Moreira Marino Araújo, e a Gerente-Geral de Monitoramento de Produtos Sujeitos à Vigilância Sanitária, Suzie Marie Gomes, recomendaram a rejeição da importação do imunizante.

    Mais cedo, os desenvolvedores da Sputnik V afirmaram, nas redes sociais, que apresentaram mais dados à Anvisa do que para qualquer outro órgão regulador, e pediram que a agência não ceda "às pressões de outro país".

    ​No início deste mês, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski estipulou o prazo para a Anvisa decidir até o final de abril sobre a "importação excepcional e temporária" após analisar uma ação protocolada pelo governo do Maranhão, que diz ter negociado 4,5 milhões de doses da Sputnik V.

    O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI) aprovou nesta segunda-feira (26) a liberação comercial da vacina russa Sputnik V. A decisão foi tomada pela Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio), ligada à pasta, e anunciada momentos antes da reunião da Anvisa sobre a importação da Sputnik V.

    A CTNBio analisou a liberação comercial da Sputnik V a partir de informações apresentadas à pasta pelo laboratório brasileiro União Química, que deseja produzir o imunizante no Brasil.

    A vacina russa Sputnik V contra a COVID-19 foi o primeiro imunizante contra o novo coronavírus a ser registrado, ainda em agosto de 2020. De acordo com resultados de estudos clínicos publicados em fevereiro na revista médica The Lancet, a Sputnik V tem eficácia de 91,6%.

    Até agora o imunizante já foi aprovado em 60 países, sendo a segunda vacina mais aprovada por órgãos sanitários no mundo. Diversos países sul-americanos já aprovaram o imunizante, incluindo México, Argentina, Bolívia, Venezuela e Paraguai.

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    Brasil afronta COVID-19 no fim de abril de 2021 (62)

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    Tags:
    vacinação, vacina, pandemia, novo coronavírus, Anvisa, Agência Nacional de Vigilância Sanitária, Sputnik V, Brasil, COVID-19
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