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    Pandemia de COVID-19 no mundo em meados de março de 2021 (83)
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    Devido aos efeitos secundários alegadamente causados pela vacina da AstraZeneca, a vacinação de 120 mil pessoas em Portugal foi atrasada por uma semana.

    No entanto, novas medidas mais duras serão implementadas. Quem se recusar a tomar a vacina da AstraZeneca contra a COVID-19 perderá sua vez e terá que ficar esperando. Mesmo assim, na última fase da operação, a pessoa que recusar será imunizada com a vacina que estiver disponível, avisou Francisco Ramos, coordenador do grupo de trabalho para o plano nacional de vacinação, segundo o jornal português Público.

    Vice-almirante Henrique Gouveia e Melo, coordenador do plano de vacinação contra a COVID-19 em Portugal, sublinhou que "o princípio do processo de vacinação é a não escolha da vacina, porque as vacinas aprovadas são igualmente boas e seguras", citado pela mídia portuguesa.

    Na quinta-feira (18), Portugal resolveu retomar a vacinação com imunizante da AstraZeneca já na próxima segunda-feira (22), após a Agência Europeia de Medicamentos (EMA, na sigla em inglês) e a Organização Mundial da Saúde (OMS) terem afirmado que os benefícios do imunizante da AstraZeneca superam os riscos.

    Profissionais de saúde estariam sendo confrontados com recusas de algumas pessoas que queriam ser imunizadas com outras vacinas disponíveis, como a da Pfizer e a da Moderna. "Explicámos que vão ter que esperar ou aguardar que mude a regra da atribuição", informou José Luís Biscaia, diretor-executivo do Agrupamento de Centros de Saúde do Baixo Mondego, na região centro-norte do país, citado pelo Público.

    "Já houve rejeições antes e agora deverão ter mais. Mas recusar é impossível, em princípio. A regra é: o utente [usuário] não escolhe a vacina. Não podemos eliminar a pessoa da lista, o que dizemos é que vai ter que esperar, correndo o risco de não ser vacinada", indica Diogo Urjais, presidente da Associação Nacional das Unidades de Saúde Familiar, também citado pelo jornal português.
    Enfermeira assiste paciente com COVID-19 no hospital São José em Lisboa, Portugal, 19 de fevereiro de 2021
    © REUTERS / Pedro Nunes
    Enfermeira assiste paciente com COVID-19 no hospital São José em Lisboa, Portugal, 19 de fevereiro de 2021

    A decisão sobre voltar a utilizar a vacina da AstraZeneca para vacinar os cidadãos portugueses foi tomada em conjunto pelo grupo de trabalho, pela Direção-Geral da Saúde (DGS) e pelo Infarmed (Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde). No entanto, vale relembrar que ainda não foi possível ser descartada a possibilidade de que o imunizante esteja relacionado à formação de coágulos sanguíneos e à diminuição de plaquetas.

    No entanto, mesmo que a vacina da AstraZeneca continue sendo utilizada em Portugal, o vice-almirante Gouveia e Melo defende que a vacina russa Sputnik V deva fazer parte das vacinas disponíveis em solo português.

    "Defendo a aquisição de todas as vacinas que sejam possíveis trazer para o processo português, desde que tenham qualidade, as garantias necessárias de reguladores credíveis e [que] possam ser administradas em território nacional", afirmou em entrevista à agência Lusa, citado pelo Público.

    O coordenador do plano de vacinação nacional salientou que "se tivermos a possibilidade de trazer mais vacinas, acelerando a proteção da população e contribuindo para liberar a economia e a sociedade da pandemia, julgo que todo o português com bom senso desejaria isso".

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    Tags:
    pandemia, saúde, vacinação, COVID-19, Portugal
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