12:25 05 Dezembro 2020
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    Os três países europeus defendem um Irã responsável com seu estoque de urânio, mas discordam da reimposição de sanções por parte de Washington, que dizem ser intransigente.

    Os ministros das Relações Exteriores do Reino Unido, França e Alemanha decidiram não apoiar as exigências dos EUA de restauração imediata de sanções da ONU ao Irã depois de um encontro em Kent, Reino Unido, informa o jornal The Guardian.

    Apesar das fricções provocadas pela negociação política e econômica entre a União Europeia e o Reino Unido após o Brexit, e também pela possibilidade de um acordo de livre comércio entre os EUA e o Reino Unido, os chanceleres britânico Dominic Raab, o alemão Heiko Maas e o francês Jean-Yves Le Drian mostraram "frustração" com Washington por não mostrar interesse em negociar a extensão da proibição de venda de armas a Teerã, escreve o jornal.

    O chanceler britânico afirmou que os EUA se excluíram automaticamente de impor "restauração imediata" de sanções depois de abandonarem o acordo nuclear em 2018, mas continuou dizendo que "estamos empenhados em responsabilizar o Irã".

    Semelhantemente, a chancelaria alemã "rejeita a tentativa de restauração imediata de sanções dos EUA e continua comprometida em preservar o acordo nuclear, mas [que] o Irã precisa urgentemente voltar ao cumprimento total".

    Segundo um relatório da ONU, o estoque de urânio do Irã está atualmente dez vezes acima do limite estabelecido no acordo, mas Teerã argumenta que tem o direito de violar suas obrigações devido ao fracasso da União Europeia em desafiar os EUA em melhorar o comércio com o Irã.

    Mohammad Javad Zarif, ministro das Relações Exteriores iraniano, sublinha que o Irã está em total conformidade com o sistema de inspeções de suas instalações nucleares. A Agência Internacional de Energia Atômica visitou duas instalações nucleares iranianas em agosto, relatando uma "cooperação construtiva" com Teerã.

    Em agosto, Reino Unido, França, Alemanha e outros países do Conselho de Segurança da ONU apoiaram uma não renovação de sanções contra um programa nuclear do Irã, defendidas por Washington, que expiram formalmente em outubro. Em caso de uma "posição maximalista" da administração Trump, a Rússia e a Alemanha usariam vetos para ultrapassar essa barreira.

    Neste mês está planejada uma nova sessão na ONU sobre o caso.

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    Tags:
    Europa, Rússia, Conselho de Segurança da ONU, Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Mohammad Javad Zarif, Jean-Yves Le Drian, Heiko Maas, Dominic Raab, Brexit, União Europeia, The Guardian, Kent, ONU, EUA, Irã, Alemanha, França, Reino Unido
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