04:06 04 Agosto 2020
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    De acordo com o especialista em relações internacionais Luís Andrade, o presidente norte-americano Franklin Roosevelt e o primeiro-ministro britânico Winston Churchill tinham um plano para invadir os Açores.

    O plano de invasão teria sido elaborado para invadir a região portuguesa caso Salazar não concedesse facilidades militares aos Aliados perante a ameaça nazista.

    Salazar na época "protelou sistematicamente" a concessão de facilidades aos britânicos nos Açores, pois acreditava ser "cedo para que isso acontecesse, temendo uma retaliação por parte da Alemanha nazi", declarou à agência Lusa.

    Mesmo aparentando que os Aliados venceriam a guerra, Salazar aguardou até 1943 para assinar um acordo formal com o Reino Unido, permitindo a instalação das forças britânicas na ilha Terceira.

    "Quer o presidente Roosevelt como o primeiro-ministro Churchill se, de fato, nesta altura, Salazar não tivesse aceitado o pedido britânico, já tinham planejada uma invasão dos Açores por parte dos Aliados", segundo o professor catedrático.

    Vale ressaltar que, antes dos planos norte-americanos e britânicos, havia um plano alemão (Félix) para invadir a região, porém, o plano não foi realizado, pois Adolf Hitler foi informado por um almirante que "o problema não era tomar os Açores, mas mantê-los", já que o Reino Unido ainda controlava o Atlântico.

    O presidente Roosevelt cogitou a aplicação ao arquipélago da doutrina Monroe, de 1823, a qual tinha como objetivo manter os europeus afastados dos assuntos norte-americanos.

    Com isso, Roosevelt deixou claro que os Açores eram fundamentais para a defesa norte-americana, já que o controle do arquipélago era importante estrategicamente e fundamental para resistir ao expansionismo germânico através das suas ameaças de submarinos no Atlântico Norte, ressaltou Luís Andrade.

    A região era tão importante que, em 1940, o Ministério de Guerra português já havia alertado o governador civil dos Açores sobre um perigo iminente de invasão da região, segundo o escritor e professor universitário Eduardo Mayone Dias, da Universidade de Los Angeles.

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    Tags:
    invasão, Reino Unido, EUA, Portugal, primeiro-ministro, presidente
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