20:52 29 Novembro 2020
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    O diretor do serviço de inteligência do Reino Unido disse "não haver razões para acreditar" que os acordos de compartilhamento de informações com os EUA possam ser prejudicados pela entrada da tecnologia 5G da Huawei no Reino Unido.

    O comentário pode sugerir que Londres opte pela Huawei no leilão de tecnologia 5G, que deve ocorrer ainda neste mês. A empresa chinesa pode receber autorização para operar equipamentos "não centrais" da infraestrutura de telecomunicação britânica.

    Uma delegação norte-americana chegará hoje no Reino Unido para tentar impedir a entrada da empresa chinesa no país aliado, reportou o The Telegraph. Para Washington, um eventual acordo com a Huawei colocaria em risco a parceria de compartilhamento de inteligência com o Reino Unido.

    Anteriormente, o governo de Theresa May havia declarado não considerar os serviços da Huawei, que oferecem melhor custo-benefício para o contribuinte, como uma ameaça à segurança do país.

    O chefe do MI5, Andrew Parker, parece concordar. Em recente entrevista ao jornal Financial Times, Parker disse que o acordo de compartilhamento de inteligência entre EUA, Reino Unido, Austrália, Nova Zelândia e Canadá, chamado de "cinco olhos", está "mais forte do que nunca".

    Quando perguntado se a parceria com os EUA poderia sair prejudicada, caso o Reino Unido autorizasse a operação da tecnologia 5G da Huawei, Parker disse "não ter motivos para acreditar nisso".

    O chefe do MI5 acrescentou que as considerações de segurança nem sempre devem "dominar e ditar" as decisões do país, que deve garantir um espectro mais amplo de potenciais fornecedores no futuro:

    "Talvez precisemos de mais foco e debate sobre como poderemos, no futuro, ter um espectro mais amplo de concorrência e um maior número de opções soberanas, ao invés de nos limitarmos a dizer sim ou não a uma tecnologia chinesa", opinou.

    Atualmente, as operadoras de telecomunicações do Reino Unido oferecem acesso limitado ao 5G, utilizando os chamados "equipamentos não centrais" da Huawei, como antenas.

    Diretor da agência de inteligência britânica, MI5, Andrew Parker, em Londres (foto de arquivo)
    © AP Photo / Stefan Rousseau
    Diretor da agência de inteligência britânica, MI5, Andrew Parker, em Londres (foto de arquivo)

    Consideram-se equipamentos "centrais" aqueles ligados ao rastreamento de chamadas e armazenamento de dados dos consumidores.

    Os Estados Unidos adotaram uma política de contenção da expansão da empresa chinesa Huawei, que teria tomado a dianteira no desenvolvimento de infraestrutura para a tecnologia 5G, que oferece acesso mais rápido à Internet para os consumidores.

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    Tags:
    tecnologia 5G, 5G, EUA, Reino Unido, Huawei
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