20:51 22 Novembro 2019
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    Primeiro-ministro e candidato do Partido Socialista (PS) de Portugal, António Costa, comemora após os resultados preliminares das eleições gerais em Lisboa, Portugal, 7 de outubro de 2019

    Com derrota histórica da direita, socialistas vencem eleições em Portugal

    © REUTERS / Jon Nazca
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    O Partido Socialista, do atual primeiro-ministro de Portugal, António Costa, venceu as eleições legislativas realizadas neste domingo (6). Faltando apurar apenas as urnas do exterior, que dão quatro vagas no parlamento, o PS já elegeu 106 deputados, 20 a mais do que no pleito de 2015.

    No discurso da vitória, António Costa reforçou compromissos com educação, saúde, habitação e criação de empregos. "Assumimos esse encargo com determinação, alegria e elevado senso de responsabilidade", disse o primeiro-ministro.

    António Costa também destacou o crescimento do PS, que não só aumentou o número de deputados eleitos, mas venceu em 15 dos 20 círculos eleitorais do território nacional.

    O primeiro-ministro garantiu que vai continuar trabalhando por "uma Europa mais forte, mais coesa e mais solidária" também como forma de manter a estabilidade portuguesa a nível internacional. "Se hoje poupamos dois bilhões de euros por ano de juros da dívida é porque recuperamos a credibilidade internacional do nosso país perante aqueles que são nossos credores".

    Derrota da direita

    A liderança do PS se reuniu a apoiadores para acompanhar a apuração em um salão de eventos em Lisboa. "Entendemos que os portugueses quiseram dar continuidade ao governo do Partido Socialista, reforçando-nos eleitoralmente, e ainda com um conjunto de que a direita teve uma grande derrota", diz à Sputnik Brasil o atual Secretário de Estado Adjunto e dos Assuntos Parlamentares, Vasco Cordeiro.

    Eleitores esperam para votar em Lisboa, Portugal
    © Sputnik / Caroline Ribeiro
    Eleitores esperam para votar em Lisboa, Portugal

    O resultado de hoje é considerado o pior desempenho dos partidos de centro-direita da história democrática do país. O Partido Social Democrata (PSD) vai perdendo 12 assentos no parlamento. Já o CDS-Partido Popular caiu de 18 para apenas 5 deputados.

    Em 2015, os dois partidos concorreram juntos, pela coligação Portugal à Frente (PaF), e saíram vencedores, elegendo a maioria dos deputados.

    Novidades

    Entre as novidades, o parlamento português conta agora com as três primeiras deputadas negras da história. Romualda Fernandes, do PS, Beatriz Dias foi eleita pelo Bloco de Esquerda e Joacine Katar Moreira entrou pelo Livre.

    A Iniciativa Liberal, partido estreante na disputa, elegeu o primeiro liberal, João Fernando de Figueiredo, e o Chega, sigla de extrema-direita, também conseguiu uma cadeira, com André Ventura.

    Eleitores esperam para votar em Lisboa, Portugal
    © Sputnik / Caroline Ribeiro
    Eleitores esperam para votar em Lisboa, Portugal

    Outro destaque é o crescimento do partido Pessoas, Animais, Natureza (PAN), que saiu de um deputado eleito em 2015 para 4 este ano.

    Futuro governo

    Atualmente, o PS governa com apoio do Bloco de Esquerda e do Partido Comunista Português (PCP). A aliança, formada em 2015, ganhou o apelido de "geringonça". Os vencedores se mostram abertos a dialogar e manter a formação.

    "A expectativa que temos é que haja continuidade, que haja capacidade de estabelecer entendimentos que permitam a estabilidade de uma legislatura", diz o Secretário Vasco Cordeiro.

    Agora, o PS deve dialogar com os aliados. O próximo passo será dado pelo presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, que vai confirmar António Costa como primeiro-ministro para mais quatro anos. Em seguida, o PS vai apresentar o novo programa de governo, que será submetido à votação no parlamento eleito.

    Modelo de cédula de votação fixado na entrada da seção. Em Portugal, os eleitores votam em listas fechadas elaboradas pelos partidos e não em candidatos individualmente
    © Sputnik / Caroline Ribeiro
    Modelo de cédula de votação fixado na entrada da seção. Em Portugal, os eleitores votam em listas fechadas elaboradas pelos partidos e não em candidatos individualmente

    O parlamento português é formado por 230 deputados. Mais de 10 milhões e 800 mil eleitores, dentro e fora do país, podiam exercer o direito de votar, ato que não é obrigatório. A taxa de abstenção cresceu em relação a 2015, ultrapassando os 46%.

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