22:40 19 Agosto 2019
Ouvir Rádio
    Ministério das Relações Exteriores da França, em Paris (foto de arquivo)

    França reage a detenção de pesquisadora franco-iraniana no Irã

    © AFP 2019 / LUDOVIC MARIN
    Europa
    URL curta
    212

    O Ministério das Relações Exteriores da França divulgou uma nota nesta segunda-feira cobrando das autoridades de Teerã informações sobre o caso de uma destacada antropóloga franco-iraniana presa no Irã e solicitando acesso a ela.

    Fariba Adelkhah, diretora de pesquisas do Instituto de Estudos Políticos de Paris (Sciences Po), foi detida no mês passado pelo serviço de inteligência da Guarda Revolucionária Iraniana. Especialista em assuntos iranianos, ela estava visitando a República Islâmica a trabalho quando foi supostamente acusada de espionagem. 

    ​"As autoridades francesas foram recentemente informadas da prisão no Irã da senhora Fariba Adelkhah, pesquisadora de dupla nacionalidade, francesa e iraniana. Nesse contexto, as autoridades francesas fizeram representações às autoridades iranianas para obter de sua parte informações sobre a situação e as condições da detenção de Adelkhah e para solicitar acesso consular, conforme previsto nessas circunstâncias, uma condição prévia necessária para sua liberação rápida", informou a diplomacia francesa, sublinhando que nenhuma resposta satisfatória foi recebida até o momento.

    De acordo com o Quai d'Orsay, por ora, a França seguirá solicitando esclarecimentos sobre a situação de sua cidadã e reiterando outros pedidos, "em particular, o de uma autorização sem demora para o acesso consular".

    Mais:

    Serviço de segurança iraniano teria revelado rede de espionagem da CIA
    Vice-líder do governo defende deportação de jornalista e fechamento de agência de notícias
    Funcionário russo da missão da ONU foi agredido e detido pelas forças especiais do Kosovo
    Tags:
    Guarda Revolucionária Iraniana, pesquisadores, espionagem, prisão, Teerã, Paris, Irã, França
    Padrões da comunidadeDiscussão
    Comentar no FacebookComentar na Sputnik
    • Comentar