13:16 19 Julho 2019
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    Navio USS Fort McHenry da Marinha americana

    Navio dos EUA chega ao mar Negro para 'promover estabilidade na Europa'

    © Foto: Marinha dos EUA / Jonathan B. Trejo
    Europa
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    Mais uma embarcação da Marinha dos EUA, o navio de desembarque USS Fort McHenry, está prestes a chegar ao mar Negro, onde as tensões estão em alta depois que três navios ucranianos violaram as águas territoriais russas no final de novembro e foram detidos.

    O USS Fort McHenry entrou no estreito de Dardanelos, separando os mares Egeu e Azov, informou a 6ª Frota dos EUA em um comunicado neste domingo. A chegada do navio de guerra "reafirma a nossa determinação coletiva para a segurança do mar Negro e reforça nossas fortes relações com nossos aliados e parceiros da OTAN na região", declarou a vice-almirante Lisa M. Franchetti, comandante da 6ª Frota.

    O Fort McHenry, sediado na Flórida, está em uma operação regularmente programada com a 6ª Frota dos EUA para "conduzir operações com aliados e parceiros para promover segurança e estabilidade na Europa", diz o comunicado.

    A nota também lembrou que a Marinha dos EUA opera rotineiramente no mar Negro, dizendo que age de acordo com o direito internacional. Seis navios militares americanos realizaram missões na área em 2018, incluindo os destroieres de mísseis guiados USS Ross, USS Carney e USS Porter, bem como o navio de comando USS Mount Whitney, o navio de desembarque USS Oak Hill, e o de transporte rápido expedicionário USNS Carson City.

    Tensão pós crise de Kerch

    As águas continuam turbulentas no mar Negro depois que três navios ucranianos violaram a fronteira marítima russa no estreito de Kerch, entre a Crimeia e a Rússia continental, em 25 de novembro. A provocação de Kiev levou a uma longa perseguição naval e culminou com a detenção das embarcações pela Guarda Costeira russa.

    Não houve mortes como resultado do impasse, mas os navios ucranianos foram apreendidos e os marinheiros a bordo estão agora aguardando julgamento na Rússia.

    O incidente, que ocorreu na área que costumava ser águas territoriais russas, mesmo antes de sua reunificação com a Crimeia em 2014, foi marcado como uma "agressão" em Washington e causou o cancelamento de uma cúpula muito esperada entre Donald Trump e Vladimir Putin.

    O representante especial dos EUA para a Ucrânia, Kurt Volker, instou os EUA a "aumentar a presença no mar Negro" em cooperação com a Turquia ou a União Europeia (UE).

    O vice-ministro de Territórios Ocupados da Ucrânia, Yury Hrymchak, foi ainda mais longe, sugerindo que a Marinha britânica navegasse uma de suas embarcações através do estreito de Kerch em nome da liberdade de navegação.

    "Seria interessante ver como os russos reagirão", provocou.

    No início desta semana, o assessor presidencial ucraniano Yury Biryukov anunciou que Kiev planejava enviar seus navios pelo estreito de Kerch.

    "Nós vamos fazer isso não importa se os russos gostarem ou não", acrescentou.

    Moscou disse repetidamente que não tem objeções aos navios de guerra ucranianos que viajam entre os mares Negro e Azov através do estreito de Kerch, mas insiste que isso deve ser feito de acordo com o procedimento acordado quando Kiev informar antecipadamente o lado russo sobre seus planos de navegação.

    A Rússia também considera que a presença dos navios dos EUA e da OTAN no mar Negro serve apenas para aumentar as tensões e colocar a Europa em risco de um conflito militar.

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    Tags:
    estabilidade, guerra, tensão militar, defesa, segurança, militares, USS Fort McHenry, União Europeia, OTAN, Yury Biryukov, Yury Hrymchak, Kurt Volker, Lisa M. Franchetti, Vladimir Putin, Donald Trump, Crimeia, mar Negro, Estreito de Dardanelos, estreito de Kerch, Ucrânia, Rússia, Estados Unidos
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