10:33 16 Novembro 2018
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    Presidente norte-americano Donald Trump e o presidente do Conselho Europeu Donald Tusk estão se sentando antes da reunião na sede da União Europeia em Bruxelas, maio 25, 2017.

    Presidente do Conselho Europeu volta a direcionar duras críticas a Donald Trump

    © REUTERS / Jonathan Ernst
    Europa
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    O presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk voltou a criticar Donald Trump neste sábado, acusando-o de ser contra a Europa "forte e unida", após as críticas do presidente dos EUA à ideia de um exército europeu.

    "Pela primeira vez na história, temos um governo americano que, para dizer o mínimo, não está entusiasmado com uma Europa unida e forte", disse Tusk em um discurso na véspera das celebrações que marcam o 100º aniversário da independência da Polônia. "Estou falando de fatos, não de propaganda", observou o político polonês e diplomata, citado pela AFP.

    Os comentários de Tusk acontecem após um tweet de Trump no qual o presidente dos EUA repreende o presidente francês, Emmanuel Macron, por declaração de apoio a um exército europeu em separado.

    "O presidente Macron da França acaba de sugerir que a Europa construa suas próprias forças armadas para se proteger dos EUA, China e Rússia. Muito insultante, mas talvez a Europa deva primeiro pagar a sua parte justa à OTAN, que os EUA subsidiam grandemente!", disse o americano.

    A troca de acusações entre Tusk e Trump é apenas a mais recente de uma série de críticas mútuas. Tusk anteriormente criticou Trump por aparentemente tentar desmantelar a ordem mundial pós-Segunda Guerra Mundial.

    Bandeira de Polônia
    © REUTERS / Agencja Gazeta/Grzegorz Celejewski
    Falando em uma entrevista para o jornal polonês Gazeta Wyborcza, Tusk declarou acreditar que o presidente dos EUA busca um mundo "com os Estados Unidos de um lado e uma coleção diversa de outros países do outro". O presidente do Conselho Europeu também alertou contra a ascensão do que chamou de "camisas marrons" que se opõem a uma UE unida de dentro do bloco. O termo é um apelido dado a forças paramilitares na Alemanha nazista, devido à cor de seus uniformes

    "Não pode ser descartado que haverá dois fluxos representados: um nas cores dos camisas-marrons- anti-europeu e focado no nacionalismo, e o segundo que quer fortalecer o máximo possível para a integração na UE", disse ele durante a entrevista.

    Tusk acrescentou que alguns países dentro da UE querem "mais conflito do que cooperação, mais desintegração do que integração", referindo-se à ascensão de movimentos de direita em vários membros do bloco. Ele reiterou suas críticas à atual liderança polonesa, que consistentemente coloca os interesses poloneses acima dos da Europa, alertando que o curso político em Varsóvia poderia levar a Polônia a deixar a UE.

    "Aqueles que se opõem a uma forte presença polonesa na Europa são de fato contra nossa independência", disse Tusk.

    Tags:
    Segunda Guerra Mundial, União Europeia, Gazeta Wyborcza, Conselho Europeu, Emmanuel Macron, Donald Tusk, Alemanha, Estados Unidos, Rússia, China, França, Polônia
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