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    Ativistas a favor da abolição das armas nucleares com máscaras de Donal Trump e Kim Jong-un em frente à embaixada da Coreia do Norte em Berlim, 13 de setembro de 2017

    Eleição de Trump dá 'destaque' ao risco nuclear, dizem vencedores do Nobel da Paz

    © AFP 2019 / Britta Pedersen / dpa
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    A presença de Donald Trump na Presidência dos Estados Unidos colocou em evidência os riscos das armas nucleares para o mundo, afirmou nesta sexta-feira o grupo Coalizão Internacional para Abolir Armas Nucleares (ICAN), vencedores do prêmio Nobel da Paz.

    "A eleição do presidente Donald Trump fez com que muitas pessoas se sintam muito desconfortáveis com o fato de ele sozinho autorizar o uso de armas nucleares", disse a chefe da ICAN, Beatrice Fihn, a repórteres em Genebra.

    Ela disse que o líder dos EUA parece ter um histórico de "não ouvir a experiência" e insistiu que a supervisão de um arsenal nuclear maciço "apenas coloca um destaque" sobre os perigos de tais armas para o mundo todo.

    A ICAN foi premiada com o prêmio Nobel da Paz por conta da sua busca pela desnuclearização do planeta.

    "A ICAN tem sido a principal protagonista da sociedade civil no esforço para conseguir uma proibição de armas nucleares sob o direito internacional", disse um porta-voz do prêmio Nobel.

    "O Comitê do Nobel enfatiza que o próximo passo para alcançar um mundo livre de armas nucleares deve envolver os Estados que possuem armas nucleares", acrescentou.

    O Comitê do Nobel enfatizou ainda que os próximos passos para a conquista de um mundo livre de armas nucleares devem envolver os Estados com armas nucleares, “para eliminar gradualmente as 15 mil armas nucleares do mundo”.

    A ICAN foi oficialmente lançada em 2007 com o objetivo de promover os ideais delineadas no Tratado da ONU sobre a Proibição de Armas Nucleares. O tratado foi ratificado por 50 Estados em 20 de setembro de 2017.

    Os EUA, o Reino Unido, a França, a China, Israel e a Rússia estavam entre os Estados de armas nucleares que não assinaram.

    História

    O famoso prêmio Nobel da Paz, concedido a indivíduos ou grupos para promover a paz e a "fraternidade entre as nações", foi anunciado nesta sexta-feira em Oslo, na Noruega. Ele foi concebido pelo fabricante sueco de armamentos Alfred Nobel e escolhe os seus premiados anualmente desde 1901.

    Este ano, 318 candidatos e 103 organizações foram considerados pelo Comitê Nobel norueguês. A comissão é composta por cinco membros, designados pelo parlamento norueguês.

    Os indicados para o Prêmio Nobel da Paz nunca são anunciados antes da cerimônia e há uma regra de sigilo de 50 anos, o que significa que as listas restritas só podem ser reveladas anos mais tarde.

    O fundo do prêmio transmitido aos vencedores neste ano será de pouco mais de US$ 1 milhão (9 coroas suecas).

    Os vencedores do passado incluem o ícone dos direitos civis Martin Luther King Jr, o presidente sul-africano Nelson Mandela e a figura católica Madre Teresa de Calcutá.

    Em 2014, Malala Yousafzai tornou-se a mais nova vencedora do prêmio por seu esforço em destacar direitos educacionais e a "supressão de crianças" no Paquistão. A jovem de 20 anos foi baleada por homens armados do Talibã em 2012, enquanto tentava pegar o ônibus para escola.

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    Tags:
    paz, desnuclearização, Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares, armas nucleares, Coalizão Internacional para Abolir Armas Nucleares (ICAN), Comitê do Nobel da Paz, Beatrice Fihn, Donald Trump, Estados Unidos, Noruega, Europa
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