03:10 20 Janeiro 2020
Ouvir Rádio
    Europa
    URL curta
    1594
    Nos siga no

    Um deputado da câmara baixa do parlamento russo pelo Partido Comunista propõe romper as relações diplomáticas com a Polônia por causa da lei aprovada no país que permite demolir monumentos soviéticos.

    "Até ao fim do dia [de hoje] devemos romper as relações diplomáticas [com a Polônia], retirar o nosso embaixador, mandar embora o polonês e cessar qualquer comércio com a Polônia", disse o deputado da Duma de Estado Nikolai Kharitonov. Ele sublinhou que na Polônia morreram mais de 600 mil soldados do Exército Vermelho.

    Segundo as autoridades polonesas, os monumentos soviéticos em questão estão "glorificando o comunismo". A lei adotada prevê a demolição de 230 monumentos dedicados ao Exército Vermelho.

    O MRE da Rússia declarou que os autores da lei provocam mais agravamento das relações entre a Rússia e a Polônia. A Duma de Estado da Rússia considera esta ação como um insulto à memória do povo soviético que defendeu a Polônia lutando contra os nazistas.

    Ao mesmo tempo, a Polônia, que agora é um dos maiores compradores do gás natural russo, tem repetidamente declarado que busca meios para diversificar os fornecimentos de gás. Neste contexto, o país coloca sérias esperanças no gás de xisto liquefeito dos EUA.

    Os analistas russos estão assistindo ativamente à preparação das negociações entre a Polônia e EUA sobre fornecimento do gás natural liquefeito, que vão decorrer no âmbito da visita do presidente norte-americano, Donald Trump, à Polônia, comunicou o porta-voz do presidente russo, Dmitry Peskov.

    Mais:

    UE dá ultimato de 24 horas para Hungria, Polônia e República Tcheca aceitarem refugiados
    Presidente da Polônia quer mais tropas americanas no país
    Trump anuncia visita à Polônia antes do G20
    Tags:
    relações diplomáticas, Gás Natural Liquefeito, gás natural, gás de xisto, Duma de Estado, Donald Trump, EUA, Rússia, Polônia
    Padrões da comunidadeDiscussão
    Comentar no FacebookComentar na Sputnik
    • Comentar