13:56 19 Agosto 2017
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    Os apoiantes do presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, agitam bandeiras nacionais enquanto aguardam sua chegada ao Palácio Presidencial em Ancara, Turquia, após a realização do referendo que lhe concedeu novos poderes e mudou o regime de parlamentarista para presidencialista.

    Observadora europeia fala em 2,5 milhões de votos fraudados em referendo turco

    © REUTERS/ Umit Bektas
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    De acorco com Alev Korun, parlamentar do Partido Verde austríaco e membro da missão de observação do Conselho da Europa que supervisionou o referendo, cerca de 2,5 milhões cédulas de votação podem ter sido manipuladas durante o referendo de domingo sobre as reformas constitucionais na Turquia.

    No domingo, a Turquia realizou um referendo sobre as emendas constitucionais ampliando os poderes do presidente. Segundo relatos da mídia, citando os resultados preliminares, 51,4% dos eleitores apoiaram as mudanças, no entanto os resultados finais serão anunciados dentro de 12 dias.

    Presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan (Arquivo)
    © AFP 2017/ STR / TURKISH PRESIDENTIAL PRESS OFFICE
    A principal oposição da Turquia, Partido Popular Republicano (PCC), alegou que houve irregularidades no processo de votação e criticou a decisão do Alto Comitê Eleitoral (YSK) tomada no dia do referendo de contar as cédulas de papel sem selos especiais.

    "Sim, definitivamente, até 2,5 milhões de voto podem ter sido manipulados", disse Korun à rádio OE1, respondendo se houve qualquer evidência de violações em larga escala.

    Korun acrescentou que os envelopes especiais carimbados foram produzidos para o referendo, no entanto, as autoridades aceitaram o uso de cédulas não carimbadas. De acordo com Korun, há muitas imagens de vídeo mostrando enchimento de cédulas, porém o processo de votação que ela observou em muitos postos de votação, principalmente nas escolas, não havia sido violado. Korun também citou  relatos de colegas sobre violações nas regiões curdas da Turquia.

    De um ponto de vista político, é improvável que os votos sejam recontados com base em tais provas. No entanto, "em um Estado de Direito, tal situação levaria inevitavelmente à investigação e à recontagem das cédulas", acrescentou Korun.

    Na segunda-feira, o Escritório para as Instituições Democráticas e a Organização para a Segurança e a Cooperação na Europa (OSCE), que observou o referendo turco, criticaram o processo referendo, citando a falta de igualdade de oportunidades, cobertura unilateral da mídia e limitação das liberdades fundamentais.

    O presidente do país, Recep Tayyip Erdogan, por sua vez, recusou-se a reconhecer as conclusões da OSCE, enquanto o Ministério das Relações Exteriores turco as considerou tendenciosas e inaceitáveis.

    O chefe do YSK, Sadi Guven, defendeu o processo de contagem de votos e disse que os resultados do referendo eram válidos, de acordo com relatos da mídia. Erdogan classificou a vitória como "decisão histórica", ​​implementando uma das mais importantes reformas de governança na história do país.

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    Tags:
    OE1, Alto Comitê Eleitoral da Turquia (YSK), Partido Popular Republicano, Ministério das Relações Exteriores da Turquia, Organização para a Segurança e Cooperação na Europa, Partido Verde, PCC, OSCE, Alev Korun, Recep Tayyip Erdogan, Áustria, Turquia, Europa
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