12:54 17 Fevereiro 2020
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    A primeira-ministra já tinha enviado uma delegação para se encontrar com a equipe de transição de Trump e busca aproximar-se dos EUA em tempos de Brexit.

    Depois de enviar uma delegação para se encontrar com a equipe de transição do presidente-eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, a primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May anunciou hoje que vai receber uma visita do republicano após a posse.

    May não deu detalhes do encontro e nem precisou uma data para isso acontecer. A manobra política é aproximar o Reino Unido dos EUA para conter os efeitos financeiros do Brexit e atrair investimentos.

    Um opositor da primeira-ministra, porém, pode representar um empecilho para que isso ocorra: Trump é muito próximo de Nigel Farage, do partido ultraconservador Ukip e um dos principais defensores do Brexit. O presidente-eleito chegou a sugerir que o colega fosse indicado como embaixador do Reino Unido nos EUA, possibilidade prontamente negada por May.

    Persona non grata

    A aproximação pode ser boa para a economia, mas os cidadãos britânicos podem não aprovar o movimento de May. Isso porque, ainda em dezembro de 2015, quando Trump ainda era pré-candidato, uma petição no site do Parlamento coletou quase 600 mil assinaturas pedindo que o agora presidente-eleito fosse proibido de entrar no país.

    "Se o Reino Unido continuar a aplicar os critérios de 'comportamento inaceitável' àqueles que desejam entrar nas suas fronteiras, deve ser aplicado de forma justa tanto aos ricos como aos pobres, aos fracos e aos poderosos", dizia a criadora da iniciativa, Suzanne Kelly no documento.

    Por ter ultrapassado 100 mil assinaturas, a petição foi discutida no Parlamento. Assista (em inglês).

    A resposta da Secretaria do Interior foi que, "por boas razões, o governo não faz comentários rotineiros sobre as decisões individuais de imigração e exclusão".

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    Tags:
    Brexit, Secretaria do Interior do Reino Unido, Parlamento britânico, Ukip, Suzanne Kelly, Theresa May, Donald Trump, Nigel Farage, Estados Unidos, Reino Unido
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