13:54 12 Dezembro 2017
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    Fragmentos do avião MH17 durante apresntação de relatório na Holanda

    Fatos que Holanda omitiu sobre catástrofe do MH17

    © REUTERS/ Michael Kooren
    Europa
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    Relatório final? (12)
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    O jornal russo Novaya Gazeta acaba de publicar um artigo relativamente à catástrofe com o voo MH17 com tudo para compreender a posição russa relativamente a este.

    Citando a opinião de Mikhail Malyshevsky, o conselheiro do construtor-geral do consórcio Almaz-Antey, que produz os mísseis Buk, o artigo destaca os erros e absurdos básicos que o grupo Bellingcat usa na sua crítica do consórcio relativamente à catástrofe com o Boeing malaio do voo MH17.

    Sem permitir ao leitor se orientar (inclusive pela diferença linguística) nos fatos apresentados pelo consórcio russo, os blogueiros acusaram o Almaz-Antey de apresentar duas versões diferentes e contraditórias. Alegadamente, o consórcio "está perdido em suas próprias conclusões" sobre o tipo de míssil, tipo de ogiva e lugar de lançamento do míssil.

    Assim, tudo isso é fácil de perceber, os blogueiros enganaram propositadamente o público ocidental, não tendo explicado nada.

    O que deve ficar claro é que o Almaz-Antey realizou dois testes de campo, o primeiro — para verificar mais uma vez a versão da catástrofe apresentada pelo Conselho de Segurança holandês (DSB) e o segundo — para verificar sua própria versão.

    Cabe destacar aqui que o Conselho em questão chefiou o trabalho do comitê técnico que investigou a catástrofe que teve lugar na Ucrânia e levou à morte de 298 pessoas. O relatório final da investigação foi publicado no outono (primavera no hemisfério sul) de 2015.

    Relativamente ao tipo de míssil e de ogiva

    Logo após a catástrofe, a mídia divulgou a versão de que a causa da queda do MH17 foi não apenas um míssil Buk, mas especificamente um novo tipo de míssil russo – o 9М317 — que só a Rússia tem, mas não a Ucrânia.

    Como provas foram apresentadas alegadas amostras de peças do míssil do local, em particular de submunições (em duplo T), mas o problema é que o 9М317 não tem nenhumas dessas peças (tem paralelepípedos). Além disso, nota o artigo, os lugares danificados a bordo têm dimensões de 13 a 14 mm e as submunições do novo tipo de míssil são de tamanho inferior e não poderiam deixar tais buracos.

    Assim, vemos uma tentativa de manipular a opinião e percepção pública internacional para apresentar a Rússia sob uma luz negativa — se o míssil era russo, então é a Rússia que é culpada.

    Mas desde o início da investigação que outro tipo de míssil, o mais antigo 9М38 (antecessor do 9М38М1, impossível de distinguir por não-especialistas), nunca foi mencionado ou tomado em consideração —  e este fato é visto no relatório holandês.

    Relativamente aos testes de campo feitos pelo lado russo

    O primeiro teste realizado pela Almaz-Antey permitiu negar a versão apresentada pela acusação internacional de que foi usado um míssil 9М38М1 com ogiva 9Н314М1 (única com duplo T).

    O segundo permitiu provar a versão de que de fato foi usado um míssil 9М38 com ogiva 9Н314 (sem duplo T).

    O "grupo de investigadores" do Bellingcat — que o próprio autor pôs entre aspas, já que claramente dúvida da proficiência deles — não ficou atento aos resultados dos dois testes, misturando tudo e acusando o consórcio de tentativa de baralhar a opinião pública.

    Mas de fato o próprio Bellingcat fiz algo bastante interessante: após o lado russo anular o caráter secreto de todas as caraterísticas técnicas dos mísseis, o grupo mudou o texto do seu relatório para este se parecer mais com a verdade.

    Relativamente ao lugar de lançamento do míssil

    De forma similar, o grupo Bellingcat tirou do contexto e criticou a versão de trajetória de voo do míssil. O Almaz-Antey, no seu relatório feito após a realização dos testes, negou o relatório feito pelo lado holandês, mostrando que Bellingcat tirou um slide com a trajetória fora do contexto, apresentando este como idêntico aquele que o consórcio russo apresentou após os testes. Mas de fato o consórcio negou esta versão do DSB.

    Para não deixar a questão sem fundamento e fatos precisos, o relatório russo também apresentou a sua versão do lugar de lançamento – o povoado de Zaroschenskoe.

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    Relatório final? (12)

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    Tags:
    ogiva, catástrofe, investigação, míssil, relatório, MH17, Buk, Almaz-Antey, Boeing, Holanda, Ucrânia, Rússia
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