20:46 21 Junho 2018
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    Carlos Arthur Nuzman, presidente da Rio-2016.

    Após prisão de Nuzman, COI suspende temporariamente o Comitê Olímpico do Brasil

    Tânia Rêgo / Agência Brasil
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    O Comitê Olímpico Internacional (COI) suspendeu temporariamente o Comitê Olímpico do Brasil (COB) em razão da investigação em torno do seu presidente, Carlos Arthur Nuzman, de acordo com o site oficial do COI.

    O Conselho Executivo do COI decidiu "suspender provisoriamente o Comitê Olímpico do Brasil", disse o comunicado do órgão.

    No entanto, o texto assegura que a suspensão temporária do COB não afeta atletas e "o COI aceitou a equipe do Comitê Olímpico do Brasil nos Jogos Olímpicos de Inverno de 2018 em Pyeongchang (Coreia do Sul) e outras competições sob a marca da COB com todos os direitos e obrigações".

    Além disso, o COI concordou em "privar provisoriamente Carlos Nuzman de todos os direitos, prerrogativas e funções decorrentes do seu estatuto de membro honorário do COI", bem como "expulsar Carlos Nuzman do Comitê Coordenador do COI para os Jogos Olímpicos de Tóquio 2020".

    A Polícia Federal prendeu Nuzman na quinta-feira, acusado de participar de um plano de compra de votos para o Rio de Janeiro para sediar os Jogos Olímpicos no ano passado.

    O Ministério Público Federal (MPF) ordenou que Nuzman fosse detido por causa de uma tentativa de dissimulação de bens no último mês (o diretor olímpico foi conduzido coercitivamente em 5 de setembro, mas foi interrogado e liberado).

    De acordo com as investigações, o principal líder da Rio 2016 está no centro da trama corrupta que comprou votos no COI com dinheiro de uma empresa do governo do estado do Rio de Janeiro, sob o comando do governador Sérgio Cabral, preso por uma série de crimes.

    O COI nomeou o Rio de Janeiro para sediar os Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de 2016 em outubro de 2009 em Copenhague, na Dinamarca.

    Rio derrotou por 66 votos a 32 a Madrid, tornando-se a primeira cidade olímpica da América do Sul.

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    Tags:
    compra de votos, propina, suborno, corrupção, Olimpíadas, Rio 2016, MPF, COI, COB, Sérgio Cabral, Carlos Arthur Nuzman, Rio de Janeiro, Brasil
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