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Carlos Nuzman é preso em operação que aponta fraude na Rio 2016

© AFP 2022 / YASUYOSHI CHIBA Presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), Carlos Arthur Nuzman
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Investigadores apontam propina a membros do Comitê Olímpico Internacional para a escolha do Rio de Janeiro como sede das Olimpíadas de 2016. O presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), Carlos Nuzman, teria tido um aumento do seu patrimônio em mais 457% entre os anos de 2006 e 2016.

O presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), Carlos Nuzman, e o ex-diretor de operações do comitê Rio 2016, Leonardo Gryner, foram presos na manhã desta quinta-feira (5) em uma operação da Polícia Federal. Eles são acusados de fraude e propina a jurados na escolha do Rio de Janeiro como sede dos Jogos Olímpicos de 2016. 

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O juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal, decretou o pedido de prisão temporária para Carlos Nuzman, que ocupa a presidência do COB há 22 anos. Ele é acusado de ser o principal responsável pela compra de votos de membros do Comitê Olímpico Internacional (COI) no âmbito da operação batizada de "Unfair Play", desdobramento da Operação Lava Jato, que investiga os crimes de corrupção do ex-governador do Rio, Sérgio Cabral.

Carlos Nuzman e Leonardo Gryner irão responder pelos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa. 

O Ministério Público Federal também apontou que o presidente do COB teve um aumento no seu patrimônio em mais 457% entre os anos de 2006 e 2016. 

“Carlos Nuzman e Leonardo Gryner foram os agentes responsáveis por unir pontas interessadas, fazer os contatos e azeitar as relações para organizar o mecanismo do repasse de propinas de [ex-governador do RJ] Sérgio Cabral diretamente a membros africanos do COI [Comitê Olímpico Internacional], o que foi efetivamente feito por meio de Arthur Soares [o 'Rei Arthur']", informaram os procuradores. 

O empresário Arthur Cesar Soares de Menezes Filho também teve mandado de prisão decretado, mas está foragido da justiça.

As investigações contam com apoio de autoridades francesas e indicam a possibilidade de participação de dono de empresas terceirizadas em esquema de corrupção internacional para a compra de votos para a escolha do Rio de Janeiro pelo Comitê Olímpico Internacional como sede dos Jogos Olímpicos de 2016.

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