01:57 25 Outubro 2021
Ouvir Rádio
    Economia
    URL curta
    4152
    Nos siga no

    A partir de 1º de outubro, na Venezuela, por cada milhão de bolívares será emitida uma cédula de um bolívar. A medida visa combater a hiperinflação.

    A Venezuela lançou na sexta-feira (1º) sua segunda reconversão em três anos, eliminando seis zeros da moeda bolívar em resposta à hiperinflação.

    O plano visa tornar a contabilidade mais simples em empresas e bancos, onde os sistemas não podem mais lidar com números gigantescos. A inflação anual da Venezuela é de 1.743%, de acordo com o Observatório Financeiro da Venezuela.

    O dólar americano é amplamente usado para transações comerciais na Venezuela. Na sexta-feira (1º), muitas pessoas usaram dólares em dinheiro para compras em supermercados, farmácias e lojas, disseram testemunhas da Reuters.

    Os sistemas bancários funcionaram normalmente após uma interrupção planejada de algumas horas na manhã de ontem (1º),  quando passaram para o novo esquema financeiro.

    Por sua vez, o economista José Manuel Puente, citado pela Reuters, afirmou que os desequilíbrios econômicos no país são de tal maneira graves que os zeros retirados voltariam em breve.

    "A reconversão não terá impacto em termos macroeconômicos", disse o economista.

    O governo do presidente Nicolas Maduro em 2018 eliminou cinco zeros da moeda devido aos altos preços. Em 2008, o antecessor de Maduro, Hugo Chávez, cortou três zeros do bolívar com a promessa de uma inflação baixa, com um único dígito, o que não aconteceu.

    Mais:

    Turquia exigirá aos EUA indenização por ser expulsa do programa de caças F-35
    Escassez de energia na China poderia ter consequências em todo o mundo, diz WSJ
    Gás para mais pobres: Petrobras não deve fazer política pública, é tarefa do governo, diz professor
    Bolha do mercado de capitais dos EUA é maior que a de 1929, diz famoso investidor do Reino Unido
    Tags:
    Venezuela, moeda, dinheiro, inflação, dólar
    Padrões da comunidadeDiscussão
    Comentar na SputnikComentar no Facebook
    • Comentar