00:11 12 Julho 2020
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    Economia
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    O Brasil já sofreu a maior queda trimestral desde 2015 entre janeiro e março, e deverá ter a maior contração dos registos oficiais no segundo trimestre do ano, diz a instituição.

    O Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil vai cair 6,4% em 2020, prevê o Banco Central do Brasil, contra a expectativa anterior da instituição, que previa crescimento zero.

    Durante o primeiro trimestre de 2020, quando se acredita que o Brasil importou o primeiro caso da COVID-19, a economia encolheu estimados 1,5% em comparação com o quarto trimestre de 2019, o pior resultado desde o segundo trimestre de 2015, quando caiu 2,1%.

    Além disso, se prevê que o período de abril a junho terá um efeito negativo particularmente forte, "o maior observado desde 1996, início do atual Sistema de Contas Nacionais Trimestrais [do IBGE]".

    Segundo o BC, a contração no PIB no segundo trimestre deste ano deverá ser "seguida de recuperação gradual nos dois últimos trimestres do ano, repercutindo diminuição paulatina e heterogênea do distanciamento social e de seus efeitos econômicos".

    "A projeção para o PIB anual considera que o recuo no segundo trimestre será o maior observado desde 1996, início do atual Sistema de Contas Nacionais Trimestrais [do IBGE]", informou o BC.

    Outros indicadores

    Segundo o BC, a agropecuária terá crescimento de 1,2%, o nível de atividade da indústria retrairá em 8,5% e o setor de serviços presenciará um recuo de 5,3%. É esperado que durante 2020 o consumo das famílias caia 7,4%, e os investimentos diminuam 13,8%.

    A inflação deve cair para 2,4%, de acordo com uma nova estimativa do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), e 1,9%, segundo previsão do BC. O mercado prevê que a inflação oficial fique em 1,60% neste ano e em 3% em 2021.

    A taxa básica de juros, que está na mínima histórica de 2,25% ao ano, não deverá sofrer forte baixa, aponta o BC.

    Economia mundial com coronavírus

    O efeito da pandemia provocada pela disseminação do coronavírus tem levado a uma forte contração das economias mundiais, com quedas elevadas na China no primeiro trimestre de 2020, e previsões de maiores tombos nos países ocidentais como ocorrendo também no segundo trimestre do ano.

    O Fundo Monetário Internacional (FMI) atualmente prevê uma queda de 9,1% do PIB brasileiro, e de 4,9% do PIB mundial em 2020. Por sua vez, o Banco Mundial prevê uma queda de 8% no PIB do Brasil e de 5,2% do PIB mundial em 2020.

    Anteriormente, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística relatou que o PIB do Brasil cresceu 1,1% em 2019, o crescimento mais baixo em três anos.

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    Tags:
    COVID-19, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, Banco Mundial, Fundo Monetário Internacional, Banco Central do Brasil, Banco Central, Brasil
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