23:59 13 Agosto 2020
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    O economista sérvio Vladimir Vuckovic relata o grande impacto do coronavírus no seu país, e diz que "é prematuro fazer qualquer previsão" devido à sua duração prevista ser constantemente aumentada.

    As perdas econômicas causadas pela pandemia do coronavírus não podem ser contadas antes do final do ano, estimou o renomado economista sérvio Vladimir Vuckovic.

    "Por enquanto é prematuro fazer previsões ou modelar a situação. Devemos ter muito cuidado com estas estimativas antes do final de 2020. Este período será o primeiro sinal do impacto real", disse o economista, membro do Conselho Fiscal da Sérvia, à Sputnik.

    'Efeito coronavírus' na Sérvia

    Em relação a seu país, o especialista disse que os ministérios e órgãos setoriais individuais têm uma ideia mais clara da situação.

    As autoridades sérvias destinaram mais de € 5 bilhões (R$ 28,5 bilhões) para apoiar os setores econômicos do país afetados pelo coronavírus. O montante representa metade do orçamento anual do país e 11% do produto interno bruto (PIB).

    A ministra dos Transportes, Zorana Mihajlovic, declarou no final de março que as perdas em seu setor totalizariam € 600 milhões (R$ 3,42 bilhões).

    O ministro do Turismo, Rasim Ljajic, estimou em € 250 milhões (R$ 1,43 bilhão) o impacto da paralisação da atividade no seu setor.

    "O país está enfrentando um déficit fiscal, as receitas orçamentárias cairão drasticamente. Veremos o que vai acontecer com os gastos públicos. Na verdade, alguns gastos inevitavelmente aumentam, em primeiro lugar na saúde, mas, ao mesmo tempo, os gastos com aquisições e investimentos estatais são reduzidos, por exemplo", enfatizou Vuckovic, diretor da revista Análise Macroeconômica e Tendências.

    Os únicos setores que continuam operando, disse ele, são o varejo e a produção e venda de materiais médicos e medicamentos.

    No entanto, ele insistiu, "é prematuro fazer qualquer previsão", porque a duração esperada da pandemia está aumentando.

    "Antes todos pensavam que a crise duraria um trimestre, depois meio ano, e agora tudo muda e o fim da epidemia é adiado por um tempo cada vez mais incerto", acrescentou Vuckovic.

    Vírus se espalha pelo mundo

    No final de 2019, a China relatou um surto de coronavírus na cidade de Wuhan, capital da província de Hubei, sudeste da China.

    O vírus se espalhou rapidamente pelo mundo, e hoje há mais de 883.000 infecções, e mais de 44.000 mortes, segundo os dados mais recentes da Universidade Johns Hopkins norte-americana.

    Atualmente, os Estados Unidos e os países europeus são o principal foco da propagação da doença.

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