09:55 24 Outubro 2020
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    Economia
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    Enquanto as ações nas bolsas dos EUA estão em alta e a economia norte-americana passa oelo terceiro período mais longo de expansão na sua história, os especialistas preveem o início de outra crise econômica.

    Há três sinais do futuro declínio da maior economia do mundo, informou o portal russo VestiFinance.

    1. O renascimento das chamadas obrigações sintéticas de dívida com garantia (CDO, por exemplo)

    Os jogos mais arriscados em Wall Street são realizados com instrumentos financeiros conhecidos como derivados financeiros.

    Eles receberam esse nome porque eles "derivam" seu valor dos ativos subjacentes nos quais se baseiam. Dependendo do preço do ativo subjacente, os derivados podem gerar grandes ganhos ou enormes perdas.

    Quando os bancos e instituições financeiras começam a operar com derivados, a situação se torna especialmente perigosa. Foi isso que aconteceu na crise recente: muitos bancos "grandes demais para quebrar" assumiram o risco excessivo com derivados e não conseguiram lidar com as perdas enormes.

    Agora, depois de quase 10 anos sem usar tais instrumentos financeiros, alguns dos derivados mais destrutivos estão ganhando novamente popularidade. Estes derivados se chamam CDO sintéticos e um dos maiores bancos, o Citigroup, encabeça o seu retorno a Wall Street. Segundo o Vesti.Finance, isso pode provocar uma nova crise.

    2. Padrões mais baixos nos créditos hipotecários

    Quando os bancos emprestam dinheiro às pessoas que não podem pagar, sempre acontece alguma coisa má. Por que é que os bancos realizam essa concessão imprudente de créditos? Há duas razões para isso. A primeira é a baixa demanda por créditos. A segunda é a grande concorrência entre os bancos.

    Os preços da habitação em todo o país estão muito inflacionados. Segundo os dados do índice norte-americano Case-Shiller de preços da habitação, de fato, eles superam os níveis da bolha imobiliária de 2008. Isso significa que os credores estão baixando os critérios e concedem mais créditos hipotecários, o que levará a mais uma bolha no mercado.

    3. Índice de arranha-céus

    O índice de arranha-céus do banco Barclays recolheu os dados dos últimos 100 anos e examinou os booms históricos nos principais projetos de construção comercial (principalmente relacionados com a construção de arranha-céus) e sua tendência de preceder as recessões econômicas.

    O índice mostra uma forte ligação entre a construção de arranha-céus e as quedas fortes no mercado, desde a última grande recessão até a depressão de 1873.

    Os analistas que trabalham com esse índice creem que as condições correspondentes estão de volta, porque as grandes cidades da China, Índia, Arábia Saudita e EUA planejam iniciar mais uma ronda de construção dos arranha-céus mais altos na história.

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    Tags:
    crise de 2008, economia, finanças, EUA
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