18:48 28 Julho 2021
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    General Mark Milley, chefe do Estado-Maior Conjunto dos EUA, disse que uma guerra contra a China colocaria sérios problemas para o Exército dos EUA, embora as forças americanas atualmente sejam mais fortes que o Exército de Pequim.

    O alto comandante do Pentágono falava nesta quarta-feira (23) no Comitê de Serviços Armados da Câmara de Representantes dos EUA sobre o orçamento da defesa de US$ 753 bilhões (R$ 3,72 trilhões) para o ano fiscal de 2022, um montante considerado por alguns republicanos insuficiente para conter o crescente poder militar da China.

    Uma guerra com a China "seria um enorme e caro empreendimento em termos de todas as medidas e eu estaria preocupado com a capacidade de sustentar um conflito de longo prazo", disse o general Milley.

    "A ideia é, sim, dissuadir o conflito e manter a competição entre as grandes potências, e não entrar em conflito", acrescentou. "Mas [se] tivéssemos uma guerra com a China, sustentar essa guerra seria um desafio significativo. Não há dúvida sobre isso".

    Além do mais, o alto comandante do Pentágono destacou que a China criou "um exército extraordinariamente capaz" através de décadas de modernização e gastando bilhões de dólares em novas armas.
    Fuzileiros navais chineses nos Jogos Internacionais do Exército 2019
    © REUTERS / Vitaly Nevar
    Fuzileiros navais chineses nos Jogos Internacionais do Exército 2019

    O general Milley advertiu que as forças militares chinesas poderiam superar as forças americanas em alguns anos à frente, inclusive nas áreas de guerra cibernética, armamento espacial e guerra submarina. Outros sistemas emergentes da capacidade militar chinesa incluem mísseis hipersônicos, armas robóticas avançadas e sistemas de computador de altíssima potência.

    Milley insistiu ainda que ele não descarta as avaliações feitas por dois almirantes do Comando do Indo-Pacífico de que a China poderia atacar Taiwan em seis anos ou ainda mais cedo.

    "O que [almirante Philip] Davidson e [o almirante John] Aquilino e outros disseram é que a capacidade da China de invadir e tomar a ilha de Taiwan está sendo acelerada para 2027, daqui a seis anos", advertiu chefe do Estado-Maior Conjunto dos EUA.

    O Exército dos EUA planeja gastar US$ 5 bilhões (R$ 24,7 bilhões) para apoiar as forças e alianças sob a Iniciativa de Dissuasão do Pacífico.

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    Tags:
    apoio militar, Taiwan, EUA, Estado-Maior Conjunto, Mark Milley, Exército da China
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